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A Política somos nós

A Política somos nós

28.11.25

O ponto de viragem na diplomacia mundial foi alcançado.

Os EUA divirciaram-se da sua posiçao de aliados dos europeus.

Chegou a hora da verdade para a Europa. A autonomia em termos de segurança tem que forçosamente ser a grande prioridade europeia nos próximos anos.

O amigo americano já não existe e o inimigo russo emergiu. 

A vitória de putin não são os territórios do Donbass ucraniano, mas sim a impunidade oferecida pelo governo americano perante a agressão sobre a Ucrânia.

A componente americana no seio da NATO, morreu no cenário europeu.

Se hesitar-mos no processo de fortalecimento, estamos condenados à subjugação.

O comum cidadão europeu poderá ter as suas dúvidas sobre as intenções bélicas de putin, espero que aos líderes europeus não reste a menor dúvida.

Se qualquer país NATO na Europa for atacado pela federação russa, não resta qualquer dúvida que a reação de Trump será afirmar que isso é um problema da Europa e não dos EUA.

Se os líderes europeus afirmam que a linha da frente na Ucrânia é a primeira linha de defesa da Europa, importa colocar algumas questões : E se essa linha cair ? Onde será a próxima? Vamos ceder mais uma vez a putin? Até quando?

 

25.11.25

Em tempos, Portugal teve ao seu serviço um homem que ficou conhecido como o "General sem medo". O seu nome era Humberto Delgado.

Enfrentou a ditadura Salazarista e pagou com a vida o preço da sua coragem.

Desde o início da guerra na Ucrânia, diversas patentes militares desfilam nos canais televisivos em comentários mais ou menos acertivos; mas ou menos isentos e independentes. Entre estes senhores figura um que certamente não se inspirou em Humberto Delgado, pelo contrário.

O distinto General Pinto Ramalho, desde o primeiro tiro naquele fatídico dia de 24 de Fevereiro de 2022, que considera, - pelo menos a avaliar pelas suas considerações, - que seria mais sensato não hostilizar a federação russa e, como tal, o melhor que a Ucrânia deve mesmo fazer é satisfazer todas as exigências de putin, ou seja, render-se.

Mais: As novas fronteiras da NATO, na opinião do Sr. General, constituem uma afronta à federação russa.

Naturalmente que desconheço se o Sr. General está a par dos discursos proferidos por Vladimir Putin nestes últimos anos. Um onde este afirma que a Rússia não tem fronteiras; outro onde refere que a guerra entre a Rússia e a Suécia, não foi uma guerra para conquista, mas sim uma guerra para recuperar aquilo que já tinha sido russo; entre outros dislates onde deixa bem claro quem realmente representa a verdadeira ameaça à paz na Europa. Isto para não falar nas várias invasões territoriais que pela sua ordem a federação russa tem vindo a executar.

Não se tratam de simples incursões, são verdadeiras invasões militares, morte, destruição, saque, violações, raptos e, no essencial, a tomada de posse territorial, ou no mínimo, a instalação de governos fantoches.

Das duas uma: Ou o Sr. General está tremendo de medo, ou efectivamente desconheçe o perigo

Se Humberto Delgado ficou imortalizado como o General sem medo, o Sr. General Pinto Ramalho aparenta ser o General com medo.

Se a guerra ultrapassar as fronteiras da NATO, - algo que não é de todo improvável, - espero que nas nossas fileiras se apresentem verdadeiros homens de armas. Caso contrário, só nos resta arrear as calças e nos ajoelharmos perante putin e a sua canalha.

 

21.11.25

A realidade é incontornável: Quando a primeira potência mundial é comandada por um desequilibrado, o mundo estremece.

A paz anunciada no médio oriente é uma miragem. Desde a data da assinatura do "acordo se paz" - onde não estiveram presentes nem israelitas nem palestinianos- que não houve um dia sequer onde não houvessem confrontos entre palestinianos e as forças israelitas. A paz de Trump no médio oriente é uma ilusão.

As outras guerras que supostamente teriam terminado com a intervenção de Trump, ou já estavam sanadas ou apenas foram adiadas.

Para a Ucrânia está a ser preparado um acordo que é uma receita para a eternização do conflito. Desenganem-se aqueles que acreditam que os ucranianos que perderam tudo se vão resignar perante o inimigo russo. Mil acordos podem ser realizados, mas o ódio foi plantado e os russos não vão ter paz enquanto a memória ucraniana durar.

A guerra não se faz apenas de conflitos generalizados. As explosões, as sabotagens e os assassinatos nos territórios roubados vão ser a realidade dos próximos anos.

Esta paz podre que se anuncia não passa do prelúdio do próximo conflito generalizado.

Em 1918 plantou-se a semente que viria a germinar em 1939.

Em 1948 com a formação do estado de Israel deu-se início a um conflito que perdura até aos dias de hoje.

A história está recheada de conflitos mal resolvidos que degeneraram em conflitos muito maiores.

Se a Europa deixar cair a Ucrânia vai pagar um preço incalculável.

Trump é passageiro mas as consequências dos seus dislates vão perdurar.

 

20.11.25

Nem os lideres nem as instituições europeias realizaram totalmente que as administrações americanas, em particular a administração Trump, vêm a Europa como um bloco concorrente, o maior mercado mundial,e por conseguinte procuram reduzir o poder e a influência europeia no cenário geopolítico mundial.

Se a Ucrânia entrar para a UE, mesmo sendo uma nação fragilizada, em breve se tornará uma grande potência no seio da união. Com um território que alberga a Alemanha e a França juntas, rica em recursos naturais, com o vector da guerra também se tornou uma potência tecnológica, tornará a UE muito mais poderosa.

Os EUA não vêem isto com bons olhos - nem tão pouco a própria Alemanha e a França o vêem.

Não é por acaso que a ajuda militar à Ucrânia tem sido providenciada a conta gotas e deveras insuficiente. É verdade que sem a ajuda recebida, a Ucrânia, provavelmente, hoje já não seria uma nação independente.

Por outro lado, presentemente, a Ucrânia e o povo ucraniano estão isolados na sua luta e em muitos aspectos, dependem apenas de si próprios.

Creio que se trata de um jogo cínico de enfraquecimento de todas as partes, com excepção dos EUA e da China, que são os únicos que retiram vantagem deste conflito, numa competição directa para obter maiores proveitos.

No fundo, Ucrânia, Europa e Rússia são peões num jogo onde as duas verdadeiras potências disputam a corrida para o domínio mundial.

É o eterno jogo das zonas de influência. O objectivo não é ganhar as guerras, trata-se apenas de impedir que os outros as ganhem, evitando assim a ascensão de poderes regionais que possam pôr em causa a egemonia dos dois grandes.

O povo mártir ucraniano foi apanhado nesta tenebrosa encruzilhada.

Foi assim que começaram as duas grandes guerras. Ambas começaram na europa e esta já começou.

30.10.25

Não sou muito conhecido pelo meu sorriso, apesar disso, gosto de uma boa gargalhada. Por estes dias negros mais sisudo tenho sido, menos vontade de rir tenho tido.

Considero que o pior dos estados de espírito é a angústia. Não é propriamente tristeza, nem tão pouco indisposição e certamente não será indiferença.

Angústia é um choro interior que nos magoa e que com o tempo nos consome silenciosamente.

Nestes dias negros para a humanidade, repletos de insanidade, barbaridade e acima de tudo de profundo sofrimento, é este o estado de espírito – angústia.

Tudo o que naturalmente nos faria sorrir, tudo aquilo que deveria ser proveitoso, é invariavelmente, por nós próprios, censurado. Censurado por uma consciência que perante tanto sofrimento se questiona se somos merecedores de tal privilégio.

Consciência que é assaltada perante as imagens do terror, as lágrimas dos inocentes e a coragem daqueles que oferecem a vida não apenas pela sua pátria, mas em última instância pela sua dignidade. Dignidade que lhes nega a fraqueza de uma capitulação oferecida ao agressor.

Uma fraqueza que não encontra espaço onde só a coragem se impõe. Coragem dos homens que ficam para lutar pela terra que lhes pertence e a coragem das mulheres que partem dos seus lares com pouco mais do que a roupa do corpo e com aquilo que mais lhes é precioso, os seus filhos.

A imagem de uma mulher em fuga que na sua frente empurrava um carrinho de bebe enquanto que com a mão que lhe sobrava, puxava uma mala, faz-nos questionar se algum dia chegámos nós mesmos, a ser corajosos. Quando o jornalista lhe perguntou se ela precisava de alguma coisa, ela respondeu que a única coisa que precisava era de paz. Ainda não sabia qual seria o seu destino e como não conhecia ninguém fora da Ucrânia, o seu rosto estampava a desorientação e o desamparo. Lá seguiu, numa mão o filho, na outra a mala – espero que ela encontre a paz que pediu.

Depois há os filhos que ficam, os maiores de idade. Muitos acompanham as suas mães até às fronteiras dos países que acolhem aqueles que fogem do conflito. Quando chega a hora da despedida assistimos à inimaginável dor que uma mãe sente quando se separa do seu filho para o entregar à guerra, provavelmente à morte. Não há semente mais vingadora do que arrancar um filho dos braços da sua mãe. Elas poderão não pegar em armas para combater esta guerra, mas serão com certeza portadoras do pior ódio de que qualquer inimigo poderá recear.

Os homens ficam junto das famílias até ao derradeiro instante pois sabem que este poderá ser o último. As crianças choram sem entenderem, só conseguem ver os irmãos mais velhos e os pais partirem e voltam-se para as mães, o seu refúgio. Mulheres corajosas. Muitas engolem as lágrimas para não perturbarem ainda mais os filhos. Aqueles que não tem idade para combater ficam com as mães, mas já entendem o drama. Estas são também sementes de vingança. Poderão ter que esperar ainda alguns anos para germinar, mas quando germinarem, nascerão os soldados que farão as próximas guerras.

As guerras não provocam apenas a destruição e o sofrimento no tempo em que decorrem, semeiam também os conflitos do futuro. A guerra é algo de tão pernicioso que muitas vezes se perpétua pelas gerações futuras. As armas e as munições cumprem a sua função de morte na hora do combate, o sofrimento e o trauma que provocam continuam a matar os que sobreviverem.

10.09.25

Vários drones russos entraram no espaço aéreo da Polónia e imagine-se, a Polónia retaliou e abateu os drones.

Inacreditável esta ousadia da Polónia. Atacar engenhos russos  ? Será que putin vai ficar chateado ? Será que vai atacar a Polónia com armas atómicas ?

Incrível esta atitude placa. É preciso ter muita coragem - defender-se da federação russa.

Ironias à parte - segundo dizem os especialistas militares, a intercepção de qualquer engenho militar lançado por um estado, é considerado um acto de guerra contra o autor do disparo. 

03.09.25

Todos os impérios tiveram o seu auge e a sua queda.

A queda pode acontecer de um dia para o outro, já a decadência é um processo que se arrasta no tempo.

Este tempo nos EUA tem sido marcado por sucessivas fracas administrações que se revelaram incapazes de resolver problemas internos e externos.

Nestas quase quatro décadas, nem democratas nem republicanos conseguiram encontrar os líderes à altura de solucionarem as enormes clivagens e desequilíbrios presentes na sociedade americana, sendo igualmente capazes de no plano internacinal contribuírem à sua dimensão para um mundo menos conflituoso e mais cooperante.

Numa sociedade fortemente dividida, o partido democrata apresenta-se sem rumo e sem lider. Por outro lado, o partido republicano está nas mãos de radicais de direita e de fanatismos religiosos de pensamento retrógrado e castrador. Exemplo disso é o apoio incondicional por parte desta administração ao estado de Israel, especialmente ao seu actual governo extremista. As igrejas evangélicas alcançaram um poder nunca antes visto na sociedade americana e representam uma real ameaça ao regime democrático americano.

Donald Trump recebe e ao mesmo tempo confere poder a estes movimentos. Alimentam-se um do outro. Em tudo semelhante ao fenómeno do bolsonarismo.

A história prova que perante grandes problemas, é indispensável a existência de grandes líderes.

Os EUA são a primeira economia mundial e a segunda maior potência nuclear. Convém que o líder de uma nação deste calibre seja muito mais do que um empresário do ramo imobiliário e jogador de golfe nas horas vagas.

Donald Trump fez de aliados, adversários e de adversários, procura fazer inimigos.

India e Brasil são exemplo disso. 

Já quanto à sua estratégia para fazer descolar putin de Xi Gi Ping, está à vista o resultado.

No Alasca, Trump estendeu uma passadeira vermelha tão formidável que a mesma desenrolou tanto, que só parou às portas da Praça Tiananmen em Pequim onde Vladimir Putin foi recebido pelo amigo presidente Xi Gi Ping.

O país que neste momento está realmente isolado no mundo são os EUA. Enquanto isso, quase metade do seu eleitorado acha que está óptimo.

Esta administração americana certamente ficará na história como uma das mais incompetentes e desastrosas deste país. Tem sido uma autêntica desgraça geopolítica.

A Europa resigana-se à sua dimensão política enquanto acalenta a ténue esperança que este presidente americano, ou o próximo, (que poderá muito bem ser J.D. Vance) volte a assumir uma posiçao de aliado.

Já a Ucrânia, infelizmente está entregue ao seu destino que é ser o primeiro palco de conflito militar nesta nova guerra fria em que vivemos.

 

 

 

19.08.25

Nunca o destino dos EUA esteve em piores mãos como está neste momento. Contudo, as forças armadas norte americanas são de LONGE as mais poderosas do mundo.

Não restam dúvidas a ninguém (os últimos anos provam isso mesmo) de que a força que verdadeiramente conta é a força das armas.

Quando dois oponentes procuram a diplomacia para resolver as suas quesilias, isso significa, na maioria dos casos, que ambos detém um poder militar equiparado. Quando não existe dissuasão basta haver vontade política para que a guerra comece.

Foi exactamente isso que aconteceu à Ucrânia quando abdicou das suas armas nucleares. Muito mais eficiente do que qualquer memorando com o nome de qualquer cidade, cujo conteúdo são garantias de segurança a um estado, é esse mesmo estado ter nos seus paióis umas quantas ogivas nucleares. 

Depois de 80 anos de protecção americana face à ameaça soviética, a Europa nunca esteve tão vulnerável.

Até que as grandes potências económicas europeias se tornem igualmente potências militares, estas estão não apenas vulneráveis como estão dependentes dos EUA para garantirem a sua segurança.

Como este processo é demorado e dispendioso, quer gostemos ou não, estamos nós europeus nas mãos de Donald Trump - metaforicamente falando, "O Senhor dos Canhões".

É por isto que os líderes europeus - mesmo as duas potências nucleares - tanto se têm esforçado em oferecer os melhores negócios aos EUA, bem como proporcionar a Trump o seu prato preferido: Total bajulação, de preferência, com enorme cobertura mediática.

Se falharmos nestas duas tarefas, resta-nos começar a aprender a falar russo. Nos tempos que correm essa parece ser uma excelente garantia de segurança face ao estado terrorista da federação russa.

A propósito de falar russo ; O comentador televisivo Tiago André Lopes insiste na retórica no que diz respeito à população russófona presente no Donbass ucraniano. 

Ao que refere, nesta região da Ucrânia existe uma maioria populacional que tem como primeira língua o ruuso e que encontra razões de queixa das políticas do governo ucraniano. 

O que este senhor comentador não sabe equacionar é que face aos restantes ucranianos, estes falantes de russo são uma ínfima minoria dentro da Ucrânia. Não são russos dentro do território ucraniano, são ucranianos dentro do seu país.

Em democracia as minorias têm que respeitar as leis consagradas pela maioria. É este o princípio básico da democracia. O referido comentador sofre de um de dois problemas : Ou está desfasado dos princípios democráticos, ou tem dificuldades no cálculo matemático.

Compreendo que esta gente não saiba o que é a democracia. A proximidade ao território russo, assim como a enorme influência da doutrina russa explica tudo. Nunca conheceram mais nada para além do que a união soviética lhes incutiu, e com total agrado de ambos.

Fica a questão : Com a mesma língua, com a mesma afinidade pelo vizinho e com tão pouca distância a percorrer, porque não optam por emigrar para a federação russa ?

Não seria mais facil deslocar uma população para o país que tanto admiram e conceder-lhe cidadania do que iniciar uma guerra que já vitamizou centenas de milhares ?

São apenas questões retóricas que na prática não correspondem aos verdadeiros interesses da federação russa.

O assunto aqui não são as populações russófonas. O verdadeiro objectivo russo é a recuperação da jóia do império soviético - a Ucrânia.

Bem mais significativo do que a opção de Zelensky não trajar a rigor nos salões da Casa Branca, é a escolha da T-shirt de Lavrov - CCCP.

Para bom entendedor, estas 4 letras bastam. São a sigla da império mais criminoso da história da humanidade.

Não sei se o senhor Tiago Lopes também não terá dificuldades com esta aritmética ...

 

16.08.25

Surpreendente a quantidade de gente que consegue vislumbrar algo de positivo em Trump ou em Putin.

A expectativa que os media criaram em torno do encontro destes dois trastes foi simplesmente mirabolante.

Qualquer acordo entre Trump e Putin nunca terá como prioridade os reais interesses do país que foi invadido e roubado, a Ucrânia.

Putin ri às gargalhadas nos corredores do kremlin com tanta predisposição dos líderes das democracias ocidentais para fazerem papel de idiotas.

Para a célebre arrogância russa, todo este processo tem sido um prato cheio.

Em cada dia que passa putin ganha mais estatuto, mais tempo e mais território ucraniano.

Espero que Zelensky aguente a pressão e que o povo ucraniano continue a ter a coragem para lutar.

Nenhum governo europeu tem os tomates para desafiar putin, ponto.

Trump credita que coçando as costas a Putin consegue afastá-lo da China. É uma combinação de quem se acha mais esperto do que todos os outros e de estupidez absoluta.

Esta guerra pode ser negociada, interrompida ou congelada, mas na realidade só vai terminar com o colapso da organização criminosa que controla a federação russa.

Força Ucrânia.

 

 

25.06.25

Surprende-me a ligeireza e principalmente a falta de isenção em alguns comentários televisivos sobre problemas tão compexos como a geopolítica e os conflitos mundiais.

A questão ucraniana e as questões do médio oriente têm ocupado um vasto espaço televisivo e em muitas ocasiões têm sido um meio muito apetecível para certos comentadores fazerem brilhar o seu ego e propagandearem ideologias mal disfarçadas.

Entre todos, são raros aqueles que conseguem ter um discurso isento e paragmatico perante assuntos tão complexos.

Existem os adoradores das autocracias que são extremamente alérgicos à civilização ocidental, mas também existem os adoradores de Trump e Netanyahu que acreditam que estes são um exemplo de virtudes.

Nem preciso referenciar nomes pois é deveras notório a aparição de alguns casos agudos de tendencionalismo.

Desde a senhora que insiste nos termos em inglês com forte sotaque americano,  que não resiste a expressar rasgados elogios à política da Casa Branca, com especial destaque para Trump; até ao Xô Major que para além de não acertar uma, frequentemente passa dos limites quando é confrontado.

Há quem prefira acreditar que neste mundo existe um lado bom e um lado mau. Os bem aventurados e os malditos. Esta simples dualidade de conceitos revela-se muito estreita quando se procura entender os complexos problemas do xadrez mundial.

Prefiro a visão de que existem bons e maus em todos os lados. Acredito que são as pequenas minorias de desequilibrados, de extremistas e de ambiciosos sem escrúpulos, que vilmente plantam as sementes que mais tarde dão origem a grandes problemas. Problemas esses que serão ainda mais complexos de resolver nas gerações seguintes. O grave problema do médio oriente é um exemplo clássico disto mesmo. Uma sucessão de erros e consequentes tragédias que se eternizam no tempo.

Neste jogo das três grandes potências não há nem inocentes nem Santos.

 

 

02.06.25

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Ontem na CNN Portugal o Xô Major estava com uma azia desgraçada. Então não é que o Zelensky mandou dar cabo dos avioenzinhos russos. Isto não se faz caramba.

Ainda por cima morreram 7 cívies, quando que até agora os cívies ucranianos mortos não passam de dois ou três, mais aquele casalinho de crianças ucranianas que a mãe doou à federação russa em solidariedade com o povo russo que ao que parece deixou de fazer filhos.

E a indignação não ficou por isto. Parece que há um pessoal do outro lado do canal que teve culpas no cartório. Dá vontade de dizer: canais há muitos seu palerma.

Coitado do Xô maior. Falta-lhe tanta coisa.... inclusive a coragem de chamar os bois pelos nomes. 

Todos percebemos que o canal é mesmo o Canal da Mancha e que os malandros que supostamente apoiaram esta operação ucraniana foram os ingleses.

Da boca deste senhor nunca saiu uma palavra de reprovação sobre a participação directa de um povo asiático numa guerra europeia em solo europeu. Ele deve até achar muito bem.

Quando a trela ideológica aperta desta maneira o pescoço, pode até tornar-se perigoso para a função respiratória. Deve ser por isso que o Xô major está constantemente a engasgar-se nas suas próprias palavras enquanto gagueja entre disparates e asneiras.

É triste, a figura que este indivíduo faz.

 

25.03.25

No luxo próprio das mil e uma noites, americanos e russos presentes nas conversas (menos que conversações e ainda menos que negociações) a decorrer na Arábia saudita, procuram alcançar objectivos distintos na questão ucraniana.

No lado americano, os seus representantes - cuja experiência em geopolítica e em conflitos internacionais é praticamente nula - trazem uma ordem expressa do chefe Trump que se traduz essencialmente por alcançar o fim do conflito o mais depressa possível  - de preferência para a próxima semana.

Este nobre ensejo de alcançar a paz (seja ela em que moldes for), é fruto da necessidade expressa de Trump em emergir desta crise como aquele que conseguiu aquilo que nem Biden nem os líderes europeus conseguiram. É a versão moderna do bom samaritano.

Para Trump, a soberania ucraniana e a dignidade do seu povo são secundárias. O que verdadeiramente lhe interessa é agradar a putin na esperança que este se afaste da China e com a mesma cajadada arrebanhar o mais que puder das riquezas da Ucrânia. E isto tem urgência, pois o homem tem mais que fazer do que se preocupar com um país cuja localização geográfica ele conhece apenas recentemente - afinal trata-se do líder de um povo que tem como pergaminhos, entre outros, a ignorância generalizada.

Já para os russos - quero dizer, para putin e para mais uma dúzia de elementos do FSB - o grande objectivo é empatar a coisa. Ou seja, enquanto as conversas se eternizarem, mais mísseis serão fabricados e lançados sobre a Ucrânia. Para a seita do Kremlin, enquanto China e Índia comprarem gaz e petróleo, haverá dinheiro para fabricar e comprar material de guerra tanto ao Irão como à Coreia do Norte. 

Este ciclo só terminará com a queda do regime russo o que é algo muito pouco provável nos próximos tempos. Entretanto putin não irá ceder em nada, pelo contrário, vai, com a ajuda de Trump, roubar ainda mais.

No meio deste jogo, a Ucrânia e os ucranianos, continuam a resistir, recusando-se a capitular, pois como eles próprios afirmam, só têm aquela terra. Outros no seu lugar, provavelmente já teriam entregue o seu país e a sua dignidade. Não é para todos, é só para aqueles que para além da coragem têm vergonha na cara, preferindo morrer de pé do que viver de joelhos. A Europa que temos hoje, fará agora 80 anos, foi reconquistada por gente desta fibra.

Tenho esperança que esta mesma Europa, se levante do seu confortável sono e acorde rapidamente. Deixar cair a Ucrânia será uma vergonha da qual nos arrependeremos amargamente.

19.03.25

Perante a presença de deputados ucranianos convidados na última secção do nosso parlamento, o aplauso aos mesmos só não foi unânime porque os poucos, quase inexistentes deputados do PCP optaram por não participar na homenagem. São tão poucos, tão desprezivesis, tão bacocos, que ninguém reparou neles. Aguarda-se a iminente extinção nas próximas eleições.

10.03.25

Daqui a 50 anos, quando este período da história for recordado e estudado, aqueles que por razões várias- sejam elas a estupidez, a ignorância ou a servidão ideológica - serão recordados como cúmplices daquilo que de pior é constituída uma sociedade - recordados com vergonha. Os nomes, como alguns que por aqui passam, não serão certamente recordados nem tão pouco reconhecidos. Passarão à história como perfeitos anónimos desprezíveis e irrelevantes. O que será recordado é que durante estes tempos tão sombrios, existiu um movimento de indivíduos que optaram por ficar do lado dos criminosos, dos ladrões e dos assassinos. A frase ficar do lado errado da história pode ser um cliché, mas na realidade tomar partido pela bandidagem não contribui em nada para ficar bem na fotografia. Durante o domínio nazi em vários países existiram pessoas que alinhararam com o movimento. A vergonha não ficou para eles pois era algo que não possuíam.
Certamente ficou para os seus descendentes. Vladimir Putin será recordado pelas piores razões, e os seus apoiantes ficarão para sempre ligados à ignomínia. As escórias são os restos inúteis de um processo construtivo. As sociedades também produzem as suas escórias. Quando durante um processo se obtém algo de construtivo, positivo e útil em favor de uma maioria, as escórias caem fatalmente no esquecimento. O que se passa na Ucrânia, independentemente das causas e das consequências, constitui um roubo, a apropriação do alheio, o rapto, a violação, o assassinato, o bombardeamento programado para atingir aqueles que correm em socorro das vítimas dos bombardeamentos prévios, as execuções sumárias, a destruição gratuita. Quem defende aqueles que são RESPONSÁVEIS por todas estas barbaridades, são cúmplices. São a escória de um processo turbulento mas que no final resultará em algo construtivo. A Ucrânia prevalecerá. Custe o que custar.

07.03.25

O general Costa delira de satisfação a rada revez da Ucrânia, do povo ucraniano e dos soldados que lutam e morrem na linha da frente defendendo a sua terra. Depois da peixeirada na sala Oval, o xô doutor general apressou-se a dizer que a Ucrânia estava perdida e que zelensky era já um cadáver politico.

Numa coisa Trump tem razão - isto é um jogo. E depois do previsto reentendimento entre EUA e Ucrânia, o nosso general ficou com uma manilha seca na mão. 

As estatísticas dizem que dos povos europeus, o português é aquele que percentualmente mais apoia a causa ucraniana. A razão é simples : Somos pequenos é certo, não somos ricos e a nossa influência é modesta, mas a nossa honra é enorme. Resumindo : Nós portugueses detestamos ladrões. Mesmo pequeninos, fruto do nosso trabalho, honestidade e dignidade -  apesar de erros passados, conseguimos manter aqui o burgo já lá vão 882 anos. Temos até um ditado: "tão ladrão é aquele que vai à vinha como aquele que fica à porta". Ou seja, quem defende ladrões...

Falo em roubo porque para além da tragédia que se abateu sobre a Ucrânia, trata-se essencialmente de um roubo. A federação russa entrou na Ucrânia para tomar posse de aquilo que não lhe pertence. Seja qual for o desenlace deste conflito, a Ucrânia vai ficar a arder com pelo menos 20% do seu território. O que conta a história russa é que os russos não devolvem aquilo que roubam.

É no mínimo lamentável observar um tão distinto general, tantas vezes distinguido, e representante de Portugal em vários teatros de operações na Europa, consiga sem qualquer pejo defender a roubalheira.

Oh! Xô doutor general, não lhe fica bem - destoa com a máxima portuguesa. Não roubarás.

06.03.25

Para quem ainda tem dúvidas sobre a secular pretensão russa de que são eles que mandam nisto tudo, recomendo esta lição de história. Para aqueles que acreditam na conspiração que os media estão todos vendidos e que as notícias nos principais meios de comunicação social são todas falsas, lembro que o autor não é jornalista, trata-se de um professor catedrático. Quem não acredita em recambulescas conspirações é é apreciador de história, certamente irá escutar até ao fim.

https://sicnoticias.pt/podcasts/tempo-ao-tempo/2025-03-06-a-guerra-que-ninguem-se-lembra-crimeia-1853-56-um-conflito-que-nasceu-de-pequenos-absurdos-e-que-mudou-o-curso-da-historia-0ede1ffd

 

31.05.24

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Depois de EUA e Alemanha concordarem com o uso de armas ocidentais em ataques a território russo, Paulo Rangel veio afirmar que o governo português também concorda. Ontem ainda não tinha a certeza disso...

Resta saber se Portugal na pessoa do seu ministro dos negócios estrangeiros, concorda que os misseis americanos e alemães atingam o território russo, ou se apenas se trata das G3 portuguesas potencionalmente posicionadas mesmo mesmo na fronteira ucarniana/russa, que agora estarão prontas e autorizadas a serem disparadas.... Ridículo, no mínimo.

Se todos estiverem à espera que a maioria permita que os ucranianos sobrevivam, triste destino destino o deles.

24.05.24

O PM ministro húngaro afirmou: 

"O que está a acontecer hoje em Bruxelas e em Washington é uma espécie de preparação da atmosfera para um eventual conflito armado direto. Poderíamos dizer que é a preparação da entrada da Europa na guerra", acusa Orbán.

Se não fosse a avença que tem com Vladimir Putin, Orbán poderia ter afirmado que a Europa está em guerra, sendo que a mesma foi desencadeada pela federação russa quando esta invadiu território ucraniano. Em resultado disso a Europa deverá se preparar para o escalar de uma guerra que já está em curso.

A fronteira entre a Ucrânia e a Hungria é pequena, mas é suficiente para controlado todo o território ucraniano por parte da Rússia, a escalada seja via Hungria. 

Talvez então Orbán esteja preparado para dividir Budapeste. Buda seria húngara e Peste seria russa.

Nada que a Europa já não tenha experimentado.

 

 

 

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