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A Política somos nós

A Política somos nós

25.11.25

Em tempos, Portugal teve ao seu serviço um homem que ficou conhecido como o "General sem medo". O seu nome era Humberto Delgado.

Enfrentou a ditadura Salazarista e pagou com a vida o preço da sua coragem.

Desde o início da guerra na Ucrânia, diversas patentes militares desfilam nos canais televisivos em comentários mais ou menos acertivos; mas ou menos isentos e independentes. Entre estes senhores figura um que certamente não se inspirou em Humberto Delgado, pelo contrário.

O distinto General Pinto Ramalho, desde o primeiro tiro naquele fatídico dia de 24 de Fevereiro de 2022, que considera, - pelo menos a avaliar pelas suas considerações, - que seria mais sensato não hostilizar a federação russa e, como tal, o melhor que a Ucrânia deve mesmo fazer é satisfazer todas as exigências de putin, ou seja, render-se.

Mais: As novas fronteiras da NATO, na opinião do Sr. General, constituem uma afronta à federação russa.

Naturalmente que desconheço se o Sr. General está a par dos discursos proferidos por Vladimir Putin nestes últimos anos. Um onde este afirma que a Rússia não tem fronteiras; outro onde refere que a guerra entre a Rússia e a Suécia, não foi uma guerra para conquista, mas sim uma guerra para recuperar aquilo que já tinha sido russo; entre outros dislates onde deixa bem claro quem realmente representa a verdadeira ameaça à paz na Europa. Isto para não falar nas várias invasões territoriais que pela sua ordem a federação russa tem vindo a executar.

Não se tratam de simples incursões, são verdadeiras invasões militares, morte, destruição, saque, violações, raptos e, no essencial, a tomada de posse territorial, ou no mínimo, a instalação de governos fantoches.

Das duas uma: Ou o Sr. General está tremendo de medo, ou efectivamente desconheçe o perigo

Se Humberto Delgado ficou imortalizado como o General sem medo, o Sr. General Pinto Ramalho aparenta ser o General com medo.

Se a guerra ultrapassar as fronteiras da NATO, - algo que não é de todo improvável, - espero que nas nossas fileiras se apresentem verdadeiros homens de armas. Caso contrário, só nos resta arrear as calças e nos ajoelharmos perante putin e a sua canalha.

 

21.11.25

A realidade é incontornável: Quando a primeira potência mundial é comandada por um desequilibrado, o mundo estremece.

A paz anunciada no médio oriente é uma miragem. Desde a data da assinatura do "acordo se paz" - onde não estiveram presentes nem israelitas nem palestinianos- que não houve um dia sequer onde não houvessem confrontos entre palestinianos e as forças israelitas. A paz de Trump no médio oriente é uma ilusão.

As outras guerras que supostamente teriam terminado com a intervenção de Trump, ou já estavam sanadas ou apenas foram adiadas.

Para a Ucrânia está a ser preparado um acordo que é uma receita para a eternização do conflito. Desenganem-se aqueles que acreditam que os ucranianos que perderam tudo se vão resignar perante o inimigo russo. Mil acordos podem ser realizados, mas o ódio foi plantado e os russos não vão ter paz enquanto a memória ucraniana durar.

A guerra não se faz apenas de conflitos generalizados. As explosões, as sabotagens e os assassinatos nos territórios roubados vão ser a realidade dos próximos anos.

Esta paz podre que se anuncia não passa do prelúdio do próximo conflito generalizado.

Em 1918 plantou-se a semente que viria a germinar em 1939.

Em 1948 com a formação do estado de Israel deu-se início a um conflito que perdura até aos dias de hoje.

A história está recheada de conflitos mal resolvidos que degeneraram em conflitos muito maiores.

Se a Europa deixar cair a Ucrânia vai pagar um preço incalculável.

Trump é passageiro mas as consequências dos seus dislates vão perdurar.

 

20.11.25

Nem os lideres nem as instituições europeias realizaram totalmente que as administrações americanas, em particular a administração Trump, vêm a Europa como um bloco concorrente, o maior mercado mundial,e por conseguinte procuram reduzir o poder e a influência europeia no cenário geopolítico mundial.

Se a Ucrânia entrar para a UE, mesmo sendo uma nação fragilizada, em breve se tornará uma grande potência no seio da união. Com um território que alberga a Alemanha e a França juntas, rica em recursos naturais, com o vector da guerra também se tornou uma potência tecnológica, tornará a UE muito mais poderosa.

Os EUA não vêem isto com bons olhos - nem tão pouco a própria Alemanha e a França o vêem.

Não é por acaso que a ajuda militar à Ucrânia tem sido providenciada a conta gotas e deveras insuficiente. É verdade que sem a ajuda recebida, a Ucrânia, provavelmente, hoje já não seria uma nação independente.

Por outro lado, presentemente, a Ucrânia e o povo ucraniano estão isolados na sua luta e em muitos aspectos, dependem apenas de si próprios.

Creio que se trata de um jogo cínico de enfraquecimento de todas as partes, com excepção dos EUA e da China, que são os únicos que retiram vantagem deste conflito, numa competição directa para obter maiores proveitos.

No fundo, Ucrânia, Europa e Rússia são peões num jogo onde as duas verdadeiras potências disputam a corrida para o domínio mundial.

É o eterno jogo das zonas de influência. O objectivo não é ganhar as guerras, trata-se apenas de impedir que os outros as ganhem, evitando assim a ascensão de poderes regionais que possam pôr em causa a egemonia dos dois grandes.

O povo mártir ucraniano foi apanhado nesta tenebrosa encruzilhada.

Foi assim que começaram as duas grandes guerras. Ambas começaram na europa e esta já começou.

07.03.25

O general Costa delira de satisfação a rada revez da Ucrânia, do povo ucraniano e dos soldados que lutam e morrem na linha da frente defendendo a sua terra. Depois da peixeirada na sala Oval, o xô doutor general apressou-se a dizer que a Ucrânia estava perdida e que zelensky era já um cadáver politico.

Numa coisa Trump tem razão - isto é um jogo. E depois do previsto reentendimento entre EUA e Ucrânia, o nosso general ficou com uma manilha seca na mão. 

As estatísticas dizem que dos povos europeus, o português é aquele que percentualmente mais apoia a causa ucraniana. A razão é simples : Somos pequenos é certo, não somos ricos e a nossa influência é modesta, mas a nossa honra é enorme. Resumindo : Nós portugueses detestamos ladrões. Mesmo pequeninos, fruto do nosso trabalho, honestidade e dignidade -  apesar de erros passados, conseguimos manter aqui o burgo já lá vão 882 anos. Temos até um ditado: "tão ladrão é aquele que vai à vinha como aquele que fica à porta". Ou seja, quem defende ladrões...

Falo em roubo porque para além da tragédia que se abateu sobre a Ucrânia, trata-se essencialmente de um roubo. A federação russa entrou na Ucrânia para tomar posse de aquilo que não lhe pertence. Seja qual for o desenlace deste conflito, a Ucrânia vai ficar a arder com pelo menos 20% do seu território. O que conta a história russa é que os russos não devolvem aquilo que roubam.

É no mínimo lamentável observar um tão distinto general, tantas vezes distinguido, e representante de Portugal em vários teatros de operações na Europa, consiga sem qualquer pejo defender a roubalheira.

Oh! Xô doutor general, não lhe fica bem - destoa com a máxima portuguesa. Não roubarás.

06.03.25

Para quem ainda tem dúvidas sobre a secular pretensão russa de que são eles que mandam nisto tudo, recomendo esta lição de história. Para aqueles que acreditam na conspiração que os media estão todos vendidos e que as notícias nos principais meios de comunicação social são todas falsas, lembro que o autor não é jornalista, trata-se de um professor catedrático. Quem não acredita em recambulescas conspirações é é apreciador de história, certamente irá escutar até ao fim.

https://sicnoticias.pt/podcasts/tempo-ao-tempo/2025-03-06-a-guerra-que-ninguem-se-lembra-crimeia-1853-56-um-conflito-que-nasceu-de-pequenos-absurdos-e-que-mudou-o-curso-da-historia-0ede1ffd

 

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