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A Política somos nós

A Política somos nós

14.12.25

Ouvem-se comentários no sentido de considerar um erro que poderá levar à descredibilização das instituições bancárias europeias e até do próprio euro, a confiscação dos ativos russos na Europa. Concretamente na Bélgica.

O governo belga não está propriamente preocupado com os aspectos morais ou éticos na apreensão do dinheiro russo. A sua preocupação é puramente financeira. Se alguém der garantias que a Bélgica será financiada caso a Rússia saia vencedora de qualquer processo judicial imposto, a questão está resolvida. O resto é pura hipocrisia.

É consenso generalizados e regras são aplicadas em casos relacionados com negócios envolvendo diamantes com origem em zonas de conflito onde os direitos humanos são simplesmente espezinhados.

Produtos de consumo produzidos em condições de autêntica escravatura, muitas vezes envolvendo crianças, são alvo de de investigações e acções de sensibilização que visam o não consumo dos mesmos, são uma realidade.

Os receptores de bens roubados são perseguidos e os respectivos produtos do roubo são muitas vezes recuperados.

O tráfico de seres humanos, constitui hoje, um negócio mais lucrativo do que o narcotráfico.

Senão vejamos:

Desde o dia 24 de Fevereiro de 2022 a Ucrânia foi assaltada e espoliada, os seus habitantes foram torturados violados e assassinados, as suas crianças foram raptadas e enviadas para destinos incertos e o seu território foi roubado.

Não será então correcto confiscar o dinheiro de quem foi e é responsável por todos estes crimes ? Toda a sociedade russa (certamente com algumas excepções), direta ou indiretamente participa deste crime e de uma forma ou de outra tira dividendos.

Quando fazemos um depósito mais elevado de dinheiro, as instituições bancárias não nos questionam a origem desse dinheir? O mesmo pode ter origem no narcotráfico, ou no tráfico de armas, pode até ser dirigido ao financiamento do terrorismo.

O estado russo não deverá ser considerado um estado terrorista por tudo o que tem feito ao povo ucraniano?

O que o exército russo levou até às aldeias e cidades ucranianas não é a mais pura forma de terror ?

Se a UE tiver a capacidade e a força para nunca mais devolver este dinheiro à Rússia, será certamente um aviso sério aqueles que enriquecem à custa do roubo, do assassinato e do rapto de inocentes. 

Não basta apontar o dedo aos outros acusando-os de corruptos, quando nós próprios nos tornamos cúmplices de toda a espécie de crimes. 

Seja qual for o desfecho desta guerra, a Rússia, o povo russo, e a corja do Kremlin têm que pagar, pelo menos financeiramente, pelos crimes de guerra que estão a cometer.

28.11.25

O ponto de viragem na diplomacia mundial foi alcançado.

Os EUA divirciaram-se da sua posiçao de aliados dos europeus.

Chegou a hora da verdade para a Europa. A autonomia em termos de segurança tem que forçosamente ser a grande prioridade europeia nos próximos anos.

O amigo americano já não existe e o inimigo russo emergiu. 

A vitória de putin não são os territórios do Donbass ucraniano, mas sim a impunidade oferecida pelo governo americano perante a agressão sobre a Ucrânia.

A componente americana no seio da NATO, morreu no cenário europeu.

Se hesitar-mos no processo de fortalecimento, estamos condenados à subjugação.

O comum cidadão europeu poderá ter as suas dúvidas sobre as intenções bélicas de putin, espero que aos líderes europeus não reste a menor dúvida.

Se qualquer país NATO na Europa for atacado pela federação russa, não resta qualquer dúvida que a reação de Trump será afirmar que isso é um problema da Europa e não dos EUA.

Se os líderes europeus afirmam que a linha da frente na Ucrânia é a primeira linha de defesa da Europa, importa colocar algumas questões : E se essa linha cair ? Onde será a próxima? Vamos ceder mais uma vez a putin? Até quando?

 

10.09.25

Vários drones russos entraram no espaço aéreo da Polónia e imagine-se, a Polónia retaliou e abateu os drones.

Inacreditável esta ousadia da Polónia. Atacar engenhos russos  ? Será que putin vai ficar chateado ? Será que vai atacar a Polónia com armas atómicas ?

Incrível esta atitude placa. É preciso ter muita coragem - defender-se da federação russa.

Ironias à parte - segundo dizem os especialistas militares, a intercepção de qualquer engenho militar lançado por um estado, é considerado um acto de guerra contra o autor do disparo. 

03.09.25

Todos os impérios tiveram o seu auge e a sua queda.

A queda pode acontecer de um dia para o outro, já a decadência é um processo que se arrasta no tempo.

Este tempo nos EUA tem sido marcado por sucessivas fracas administrações que se revelaram incapazes de resolver problemas internos e externos.

Nestas quase quatro décadas, nem democratas nem republicanos conseguiram encontrar os líderes à altura de solucionarem as enormes clivagens e desequilíbrios presentes na sociedade americana, sendo igualmente capazes de no plano internacinal contribuírem à sua dimensão para um mundo menos conflituoso e mais cooperante.

Numa sociedade fortemente dividida, o partido democrata apresenta-se sem rumo e sem lider. Por outro lado, o partido republicano está nas mãos de radicais de direita e de fanatismos religiosos de pensamento retrógrado e castrador. Exemplo disso é o apoio incondicional por parte desta administração ao estado de Israel, especialmente ao seu actual governo extremista. As igrejas evangélicas alcançaram um poder nunca antes visto na sociedade americana e representam uma real ameaça ao regime democrático americano.

Donald Trump recebe e ao mesmo tempo confere poder a estes movimentos. Alimentam-se um do outro. Em tudo semelhante ao fenómeno do bolsonarismo.

A história prova que perante grandes problemas, é indispensável a existência de grandes líderes.

Os EUA são a primeira economia mundial e a segunda maior potência nuclear. Convém que o líder de uma nação deste calibre seja muito mais do que um empresário do ramo imobiliário e jogador de golfe nas horas vagas.

Donald Trump fez de aliados, adversários e de adversários, procura fazer inimigos.

India e Brasil são exemplo disso. 

Já quanto à sua estratégia para fazer descolar putin de Xi Gi Ping, está à vista o resultado.

No Alasca, Trump estendeu uma passadeira vermelha tão formidável que a mesma desenrolou tanto, que só parou às portas da Praça Tiananmen em Pequim onde Vladimir Putin foi recebido pelo amigo presidente Xi Gi Ping.

O país que neste momento está realmente isolado no mundo são os EUA. Enquanto isso, quase metade do seu eleitorado acha que está óptimo.

Esta administração americana certamente ficará na história como uma das mais incompetentes e desastrosas deste país. Tem sido uma autêntica desgraça geopolítica.

A Europa resigana-se à sua dimensão política enquanto acalenta a ténue esperança que este presidente americano, ou o próximo, (que poderá muito bem ser J.D. Vance) volte a assumir uma posiçao de aliado.

Já a Ucrânia, infelizmente está entregue ao seu destino que é ser o primeiro palco de conflito militar nesta nova guerra fria em que vivemos.

 

 

 

19.08.25

Nunca o destino dos EUA esteve em piores mãos como está neste momento. Contudo, as forças armadas norte americanas são de LONGE as mais poderosas do mundo.

Não restam dúvidas a ninguém (os últimos anos provam isso mesmo) de que a força que verdadeiramente conta é a força das armas.

Quando dois oponentes procuram a diplomacia para resolver as suas quesilias, isso significa, na maioria dos casos, que ambos detém um poder militar equiparado. Quando não existe dissuasão basta haver vontade política para que a guerra comece.

Foi exactamente isso que aconteceu à Ucrânia quando abdicou das suas armas nucleares. Muito mais eficiente do que qualquer memorando com o nome de qualquer cidade, cujo conteúdo são garantias de segurança a um estado, é esse mesmo estado ter nos seus paióis umas quantas ogivas nucleares. 

Depois de 80 anos de protecção americana face à ameaça soviética, a Europa nunca esteve tão vulnerável.

Até que as grandes potências económicas europeias se tornem igualmente potências militares, estas estão não apenas vulneráveis como estão dependentes dos EUA para garantirem a sua segurança.

Como este processo é demorado e dispendioso, quer gostemos ou não, estamos nós europeus nas mãos de Donald Trump - metaforicamente falando, "O Senhor dos Canhões".

É por isto que os líderes europeus - mesmo as duas potências nucleares - tanto se têm esforçado em oferecer os melhores negócios aos EUA, bem como proporcionar a Trump o seu prato preferido: Total bajulação, de preferência, com enorme cobertura mediática.

Se falharmos nestas duas tarefas, resta-nos começar a aprender a falar russo. Nos tempos que correm essa parece ser uma excelente garantia de segurança face ao estado terrorista da federação russa.

A propósito de falar russo ; O comentador televisivo Tiago André Lopes insiste na retórica no que diz respeito à população russófona presente no Donbass ucraniano. 

Ao que refere, nesta região da Ucrânia existe uma maioria populacional que tem como primeira língua o ruuso e que encontra razões de queixa das políticas do governo ucraniano. 

O que este senhor comentador não sabe equacionar é que face aos restantes ucranianos, estes falantes de russo são uma ínfima minoria dentro da Ucrânia. Não são russos dentro do território ucraniano, são ucranianos dentro do seu país.

Em democracia as minorias têm que respeitar as leis consagradas pela maioria. É este o princípio básico da democracia. O referido comentador sofre de um de dois problemas : Ou está desfasado dos princípios democráticos, ou tem dificuldades no cálculo matemático.

Compreendo que esta gente não saiba o que é a democracia. A proximidade ao território russo, assim como a enorme influência da doutrina russa explica tudo. Nunca conheceram mais nada para além do que a união soviética lhes incutiu, e com total agrado de ambos.

Fica a questão : Com a mesma língua, com a mesma afinidade pelo vizinho e com tão pouca distância a percorrer, porque não optam por emigrar para a federação russa ?

Não seria mais facil deslocar uma população para o país que tanto admiram e conceder-lhe cidadania do que iniciar uma guerra que já vitamizou centenas de milhares ?

São apenas questões retóricas que na prática não correspondem aos verdadeiros interesses da federação russa.

O assunto aqui não são as populações russófonas. O verdadeiro objectivo russo é a recuperação da jóia do império soviético - a Ucrânia.

Bem mais significativo do que a opção de Zelensky não trajar a rigor nos salões da Casa Branca, é a escolha da T-shirt de Lavrov - CCCP.

Para bom entendedor, estas 4 letras bastam. São a sigla da império mais criminoso da história da humanidade.

Não sei se o senhor Tiago Lopes também não terá dificuldades com esta aritmética ...

 

25.03.25

No luxo próprio das mil e uma noites, americanos e russos presentes nas conversas (menos que conversações e ainda menos que negociações) a decorrer na Arábia saudita, procuram alcançar objectivos distintos na questão ucraniana.

No lado americano, os seus representantes - cuja experiência em geopolítica e em conflitos internacionais é praticamente nula - trazem uma ordem expressa do chefe Trump que se traduz essencialmente por alcançar o fim do conflito o mais depressa possível  - de preferência para a próxima semana.

Este nobre ensejo de alcançar a paz (seja ela em que moldes for), é fruto da necessidade expressa de Trump em emergir desta crise como aquele que conseguiu aquilo que nem Biden nem os líderes europeus conseguiram. É a versão moderna do bom samaritano.

Para Trump, a soberania ucraniana e a dignidade do seu povo são secundárias. O que verdadeiramente lhe interessa é agradar a putin na esperança que este se afaste da China e com a mesma cajadada arrebanhar o mais que puder das riquezas da Ucrânia. E isto tem urgência, pois o homem tem mais que fazer do que se preocupar com um país cuja localização geográfica ele conhece apenas recentemente - afinal trata-se do líder de um povo que tem como pergaminhos, entre outros, a ignorância generalizada.

Já para os russos - quero dizer, para putin e para mais uma dúzia de elementos do FSB - o grande objectivo é empatar a coisa. Ou seja, enquanto as conversas se eternizarem, mais mísseis serão fabricados e lançados sobre a Ucrânia. Para a seita do Kremlin, enquanto China e Índia comprarem gaz e petróleo, haverá dinheiro para fabricar e comprar material de guerra tanto ao Irão como à Coreia do Norte. 

Este ciclo só terminará com a queda do regime russo o que é algo muito pouco provável nos próximos tempos. Entretanto putin não irá ceder em nada, pelo contrário, vai, com a ajuda de Trump, roubar ainda mais.

No meio deste jogo, a Ucrânia e os ucranianos, continuam a resistir, recusando-se a capitular, pois como eles próprios afirmam, só têm aquela terra. Outros no seu lugar, provavelmente já teriam entregue o seu país e a sua dignidade. Não é para todos, é só para aqueles que para além da coragem têm vergonha na cara, preferindo morrer de pé do que viver de joelhos. A Europa que temos hoje, fará agora 80 anos, foi reconquistada por gente desta fibra.

Tenho esperança que esta mesma Europa, se levante do seu confortável sono e acorde rapidamente. Deixar cair a Ucrânia será uma vergonha da qual nos arrependeremos amargamente.

19.03.25

Perante a presença de deputados ucranianos convidados na última secção do nosso parlamento, o aplauso aos mesmos só não foi unânime porque os poucos, quase inexistentes deputados do PCP optaram por não participar na homenagem. São tão poucos, tão desprezivesis, tão bacocos, que ninguém reparou neles. Aguarda-se a iminente extinção nas próximas eleições.

10.03.25

Daqui a 50 anos, quando este período da história for recordado e estudado, aqueles que por razões várias- sejam elas a estupidez, a ignorância ou a servidão ideológica - serão recordados como cúmplices daquilo que de pior é constituída uma sociedade - recordados com vergonha. Os nomes, como alguns que por aqui passam, não serão certamente recordados nem tão pouco reconhecidos. Passarão à história como perfeitos anónimos desprezíveis e irrelevantes. O que será recordado é que durante estes tempos tão sombrios, existiu um movimento de indivíduos que optaram por ficar do lado dos criminosos, dos ladrões e dos assassinos. A frase ficar do lado errado da história pode ser um cliché, mas na realidade tomar partido pela bandidagem não contribui em nada para ficar bem na fotografia. Durante o domínio nazi em vários países existiram pessoas que alinhararam com o movimento. A vergonha não ficou para eles pois era algo que não possuíam.
Certamente ficou para os seus descendentes. Vladimir Putin será recordado pelas piores razões, e os seus apoiantes ficarão para sempre ligados à ignomínia. As escórias são os restos inúteis de um processo construtivo. As sociedades também produzem as suas escórias. Quando durante um processo se obtém algo de construtivo, positivo e útil em favor de uma maioria, as escórias caem fatalmente no esquecimento. O que se passa na Ucrânia, independentemente das causas e das consequências, constitui um roubo, a apropriação do alheio, o rapto, a violação, o assassinato, o bombardeamento programado para atingir aqueles que correm em socorro das vítimas dos bombardeamentos prévios, as execuções sumárias, a destruição gratuita. Quem defende aqueles que são RESPONSÁVEIS por todas estas barbaridades, são cúmplices. São a escória de um processo turbulento mas que no final resultará em algo construtivo. A Ucrânia prevalecerá. Custe o que custar.

31.05.24

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Depois de EUA e Alemanha concordarem com o uso de armas ocidentais em ataques a território russo, Paulo Rangel veio afirmar que o governo português também concorda. Ontem ainda não tinha a certeza disso...

Resta saber se Portugal na pessoa do seu ministro dos negócios estrangeiros, concorda que os misseis americanos e alemães atingam o território russo, ou se apenas se trata das G3 portuguesas potencionalmente posicionadas mesmo mesmo na fronteira ucarniana/russa, que agora estarão prontas e autorizadas a serem disparadas.... Ridículo, no mínimo.

Se todos estiverem à espera que a maioria permita que os ucranianos sobrevivam, triste destino destino o deles.

24.05.24

O PM ministro húngaro afirmou: 

"O que está a acontecer hoje em Bruxelas e em Washington é uma espécie de preparação da atmosfera para um eventual conflito armado direto. Poderíamos dizer que é a preparação da entrada da Europa na guerra", acusa Orbán.

Se não fosse a avença que tem com Vladimir Putin, Orbán poderia ter afirmado que a Europa está em guerra, sendo que a mesma foi desencadeada pela federação russa quando esta invadiu território ucraniano. Em resultado disso a Europa deverá se preparar para o escalar de uma guerra que já está em curso.

A fronteira entre a Ucrânia e a Hungria é pequena, mas é suficiente para controlado todo o território ucraniano por parte da Rússia, a escalada seja via Hungria. 

Talvez então Orbán esteja preparado para dividir Budapeste. Buda seria húngara e Peste seria russa.

Nada que a Europa já não tenha experimentado.

 

 

 

26.09.23

Outrora respeitado pela comunidade diplomática, Sergei Lavrov é hoje desprezado e desconsiderado pela mesma.

Se no passado foi um indivíduo e um diplomata moderado e de consensos, presentemente ocupa a posição daquele que foi voluntária uma involuntariamente arrastado pela máfia que constitui o Kremlin. 

Esbirro de um tribunal de uma figura só, Sergei Lavrov tem o desplante de em plena assembleia das ONU, envocar o direito internacional e o respeito pela carta da organização.

Ou é supinamente hipócrita, crente que o mundo o observa como pessoa de boa fé, ou é simplesmente um excelente ator numa maquiavélica encenação, onde protagoniza a figura do bandalho que para sobreviver, não está de forma alguma autorizado a errar sequer um vírgula do guião recebido - sob o risco de a mando do seu lider supremo, sofrer algum acidente em qualquer prédio onde as duas únicas vias para chegar ao solo, são uma simples janela aberta ou uma escada demasido inclinada.

Nas suas últimas declarações, afirma que o plano de paz ucraniano é totalmente irrealista. Plano este que se baseia em 3 pontos essenciais : desocupação por parte do exército russo do território ucraniano, reparações de guerra, e o julgamento dos responsáveis pelos crimes praticados durante a mesma.

No seu mundo russo, Sergei Lavrov, considera tudo isto como irrealista. Faz sentido. Na federação russa, o respeito pelo direito internacional é algo completamente irrealista.

A federação russa não se limitou a uma tentativa de depor um governo de um outro país e assim abrir caminho para a formação de mais um estado fantoche às suas ordens. A federação russa invadiu, assassinou, espoliou, e tomou posse de território alheio.

Para Sergei Lavrov esta é que é a realidade aceitável - quem se opuser a ela, não passa de um instigador da guerra e de um sabotador da paz mundial.

Resta saber se os apoiantes de Lavrov e companhia, particularmente em Portugal, receiam igualmente o cenário da simples janela aberta ou da escada demasiada inclinada, - que por estas bandas, moderadamente, constituiria apenas a expulsão do partido do Sr. Raimundo - ou se por outro lado, acreditam que o marxismo é uma doutrina em constante construção e melhoramento, mesmo que isso signifique apoiar um regime que nem sequer marxista é, e que não hesita em chacinar o seu vizinho que se atreveu a desejar uma realidade diferente daquela que lhe foi imposta durante anos.

 

11.09.23

No âmbito da realização da cimeira do G20 do próximo ano no Rio de Janeiro, e da possível presença de Vladimir putin, o presidente brasileiro afirmou: "Posso dizer que se eu for presidente do Brasil e ele vier ao Brasil, não há nenhuma razão para ele ser preso".

No dia seguinte, o mesmo Lula, afirma : "Não sei se a Justiça brasileira o vai prender. Isso quem decide é a Justiça, não é o Governo".

O presidente lula, revela uma tendência para confundir as competências dos órgãos de soberania brasileiros.

Num dia, afirma que enquanto ele for presidente ninguém prenderá Vladimir putin se este se deslocar ao Brasil. No dia seguinte vem dizer que afinal isso é um problema da justiça brasileira e não do seu governo.

Para quem tem aspirações a conduzir o seu pais a um lugar permanente do conselho de segurança da ONU, revela uma falta de credibilidade assinalável.

Num país onde a ordem só existe na faxa da sua bendeira, não é verdadeiramente surpreendente que o seu presidente seja incapaz de colocar ordem nos seus discursos.

Não sei quem o presidente brasileiro pretende baralhar, já que para o mundo inteiro é muito clara a posição do governo brasileiro no que diz respeito à questão ucraniana.

Para ele,  a guerra na Ucrânia tem fácil resolução. O governo ucraniano abre mão dos seus territórios ocupados, reconhece a soberania russa sobre eles e assim obtém aquela coisa maravilhosa chamada paz.

Perde no entanto, parte da sua soberania, parte das suas riquezas naturais, perde a sua dignidade como povo e fica naturalmente exposto a futuras investidas russas no território que lhe restar.

Para quem não tem vergonha na cara, como é o caso de Lula da Silva, estas são condições perfeitamente aceitáveis.

Lula da Silva facilmente se baralha mas dificilmente conseguirá baralhar os outros.

08.07.23

Depois de ter chegado ao poder, Vladimir Putin começou a pôr em prática o seu plano para tornar a Ucrânia um estado vassalo da Federação Russa. 

O sucesso que obteve na Bielorussia, não se repetiu na Ucrânia. Usando inúmeros e infundados argumentos, perante a resistência ucraniana, fez então aquilo que os seus antepassados se habituaram a fazer - quem resiste e se opõe à vontade russa tem que ser subjugado.

Em 2014 o processo de subjugação começou com a invasão e anexação da Crimeia, território soberano do estado ucraniano. Seguiram-se as intervenções armadas no Donbass ucraniano onde a estratégia foi a instigação ao conflito entre as comunidades residentes, as operações de sabotagem, o armamento de milícias e o recrutamento de mercenários. O objectivo era desestabilizar toda a região.

Na presença de diferentes opiniões e de desentendimentos entre a população russófona pró-russa e a restante população apoiante do governo de Kiev, a opção não foi o apaziguamento nem a procura de consensos. Em vez disso, a conspiração e a provocação foram o rastilho para inflamar o conflito.

Diante da resistência ucraniana, Vladimir Putin dá então o grande salto em frente e em 24 de Fevereiro de 2022 ordena a invasão em larga escala da Ucrânia.

Passados 500 dias, a Ucrânia e os ucranianos continuam a resistir.

Perante o respeito e admiração de alguns e a desilusão e até desespero de outros, a Ucrânia resiste.

Entre os desiludidos e os desesperados, encontram-se alguns comentadores políticos que mal disfarçam a sua simpatia pelo regime do Kremlin e certas patentes militares que destilam subserviência ao mesmo regime.

O último registo desta tendência foi mais uma intervenção do general Branco. Este senhor mostrou-se muito indignado com a aprovação americana para o fornecimento ao exército ucraniano de bombas de fragmentação.

Nas suas palavras, esta decisão constitui a abertura da caixa de pandora neste conflito.

O general anda muito distraído pois esta caixa já está aberta há muito tempo. Para além do facto de estas armas já terem sido utilizadas pelo exército russo em várias cidades ucranianas provocando milhares de vítimas civis, são factos igualmente comprovados que a sua utilização foi uma realidade nas guerras iniciadas pelos russos na Tchetchênia e particularmente pela devastação levada a cabo pelos mesmos russos na cidade de Aleppo na Síria.

Por essa altura poucos conheciam este general, não aparecia nas televisões - de guarda à dita caixa não estava com certeza - se o estivesse, talvez dezenas de milhares de civis sírios não tivessem sido chacinados.

Esta distração deste nosso general deve-se somente à trela ideológica que carrega, e que sem pudor ostenta livremente nas televisões. 

O desespero que atribuem aos ucranianos por estes pretenderem usar estas armas para conseguirem expulsar o invasor da sua terra, é na verdade atribuível àqueles que não suportam vislumbrar o cenário onde Putin e o seu gangue de assassinos saiam da Ucrânia completamente derrotados e sem um palmo de terra ucraniana.

22.03.23

A paz para a Ucrânia cabe na boca de muita gente.

Fica bem falar de paz - soa bem aos ouvidos. Falar de paz é coisa de gente de bem, e até de gente menos bem.

Enfim! Falar de paz é politicamente correto.
Pode-se mesmo afirmar que é muito fácil falar de paz – afinal de contas, são apenas três singelas letras.

O que se revela realmente difícil é encontrar as soluções certas para que a tão desejada paz seja alcançada e se torne duradoura.

Os líderes do Kremlin que na verdade são apenas um, já deixaram bem claro que estão disponíveis para iniciarem negociações de paz, - mas com a premissa das “novas realidades territoriais” – ou seja, para quem não tem o raciocínio enviesado, estas novas realidades correspondem aos territórios tomados pela força à Ucrânia - vulgo roubo de propriedade alheia.

É nesta base que os russos estão dispostos a sentarem-se à mesa das negociações, para vincular a dose de humilhação a impor ao povo ucraniano e ao mesmo tempo provar ao mundo inteiro que o direito internacional pode com toda a facilidade ser ignorado e desrespeitado.

Nalgumas bocas ocidentais onde a palavra paz abunda, - e cujos donos estão perfeitamente conscientes desta irredutibilidade russa, - parece não existir nenhuma palavra que contraponha esta evidência.

Ao que parece, acreditam que o caminho para a paz passa por aceitar a inevitabilidade de se reconhecerem os territórios ocupados como parte integrante da federação russa.

Como quem diz: Pronto! Fiquem lá com o Donbass e com a Crimeia e não se fala mais nisso. Mas o sr. Putin tem que assinar aqui um papelinho onde jura pela sua honra que NUNCA MAIS invade ninguém. (promessa semelhante algures na história…). Aqui em letras pequeninas, também ficará escrito que o exército ucraniano se resumirá a meia dúzia de gatos pingados, armados com espingardas que nem sequer disparam, - não vá o sr. ou outro qualquer que o seguirá, mudar de ideias.

Ou seja, estes arautos da paz, à falta de melhor solução, compram a paz para a Ucrânia com o produto de um roubo.

Alguns, chegam mesmo a se indignar com quem afirma que a federação russa tem que sair derrotada deste conflito.

Não entendem bem ou disfarçam mal, que uma vitória da federação russa significará, não só a legitimação de inúmeras violações do direito internacional, mas igualmente a abertura de um perigosíssimo precedente. Isto para já não falar na impunidade concedida aos crimes de guerra, às deportações e às inúmeras barbaridades cometidas pelo exército de Putin.

Enquanto filosofam com a palavra paz, desprezam a história, - concretamente com os fatos ocorridos durante e depois da ocupação da Crimeia.

A mesma paz fictícia que tentaram alcançar nessa altura, é em tudo semelhante à forma de paz que tão facilmente deixam agora sair da boca.

O resultado foi o que se viu. E o resultado de entregar de mão beijada outra parte da Ucrânia ao invasor e usurpador, é ainda mais fácil de adivinhar, do que quanto é fácil abrir a boca e falar em paz.

Esta paz das boas intenções, é no mínimo, fruto da incapacidade perante a complexidade e no máximo, o reflexo da imoralidade dos vendidos.

14.03.23

Durante o conflito a decorrer na Ucrânia, milhares de crianças ucranianas provenientes de instituições e de separações forçadas das suas famílias, foram transferidas para a federação russa ou para zonas do território ucraniano ocupado.

A federação russa enfrenta já há alguns anos graves problemas demográficos onde o envelhecimento da população representa um perigoso indicicio daquilo que será a sociedade russa nas próximas décadas.

Paralelamente a uma sociedades envelhecida, a Rússia enfrenta o êxodo de milhares de jovens para o estrangeiro, fugindo de um regime atrasado e repressor.

Depois de serem os prisioneiros russos a morrer no campo de batalha, serão os jovens russos a enfrentar o mesmo destino, sendo que o número destes já falecidos, contribui seriamente para o problema de demografia russa.

Este regime pernecioso do Kremlin, para além de tomar posse pela força de território de um estado soberano, de provocar centenas de milhares de vítimas, de destruir inúmeras infrastruras civis, de arrasar cidades inteiras, tem ainda a imoralidade de roubar aquilo que mais rico uma sociedade pode ter: as suas crianças.

Para os vergonhosos defensores deste regime, com certeza que estas são mentiras ocidentais, ou então, a serem verdade, constituem uma oportunidade única para estas crianças obterem um futuro promissor num país repleto de virtualidades. Serão até capazez de afirmar que estas crianças foram salvas pelo regime russo do demónio ocidental.

Para o cidadão normal, de bem e que lava a cabeça apenas por fora, este precioso saque de guerra, constitui um hediondo crime contra a humanidade.

Não existem acordos de paz do chinês, nem hesitações ocidentais que o possam encobrir e deixar sem castigo.

 

09.03.23

O pai está preso por ter uma posição crítica ao governo russo no que diz respeito à invasão e consequente guerra na Ucrânia.

A filha adolescente foi colocada num centro para menores e foi proibida de estabelecer qualquer contacto com o mundo exterior.

É este regime que é apoiado em Portugal pela carneirada do PCP e que na figura de alguns palermas que por este e por outros blogues, descarregam toda a sua presunção ao acharem que os outros engolem o seu discurso robótico,  onde pateticamente fingem a sua solidariedade com o povo ucraniano.

Este regime que amordaça as pessoas, tem que obrigatoriamente, e a qualquer custo, ser rejeitado pelas democracias ocidentais.

Não o queremos nas nossas sociedades, e devemos estar prontos para o combater sempre que os donos do mesmo o tentem impôr.

https://www.dn.pt/internacional/crianca-russa-proibida-de-contactos-com-o-exterior-apos-prisao-do-pai-15967232.html

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