19.06.25
Israel arrasou Gaza. Milhares de cívies foram mortos, outros milhares são hoje apenas miseráveis famintos.
Apenas mais uma vingança a castigar outra vingança.
A barbaridade do 7 de Outubro - uma barbaridade na sequência de intermináveis outras.
Durante o mandato inglês na terra da palestina, centenas de aldeias foram incendiadas, milhares de árabes palestinianos for chacinados. Já ninguém se lembra disto - não convém.
Na constituição do estado iraniano consta a obrigatoriedade de destruir um outro estado - o Estado de Israel.
Se eu fosse israelita teria muito medo. Se eu fosse palestiniano recordaria com saudade o tempo e a terra onde durante séculos viveram os meus antepassados. Terra usurpada e irrecuperável.
Os números costumam ser uma excelente ferramenta para compreendermos os factos :
Durante séculos, judeus e árabes coabitaram pacificamente nesta região. Com um pormenor: A população judaica era apenas uma pequeníssima parte face à população àrabe. Com o desenrolar dos acontecimentos na Europa em guerra, a fuga de judeus para a Palestina aumentou drasticamente.
Com o desfecho do holocausto, centenas de milhares de judeus sentiram na pele a desconfiança dos europeus e a rejeição dos mesmos á presença judaica e rumaram à palestina - também já ninguém se lembra disto - não convém.
Hoje na Europa contesta-se a presença dos imigrantes apesar de estes constituírem uma clara minoria.
Coloco a questão: Como se sentiriam os europeus se de um momento para o outro a poluição de imigrantes suplantasse a população europeia ?
Só para recordar - depois do final da segunda grande guerra, a população judaica na Palestina quase suplantava a própria população àrabe.
A legitima aspiração do povo judeu a uma terra que fosse sua, foi mal pensada, mal gerida e fatidicamente imposta.
Décadas depois, inúmeras desculpas, incontáveis razões foram apresentas para considerar que por exemplo, um hospital israelita bombardeado é considerado um crime de guerra, enquanto que a tragédia de Gaza é apenas um dano colateral.
O que está em cima da mesa não é nem território, nem religião, nem armas de destruição massissa, nem urânio mais ou menos enrriquecido.
O derradeiro prémio é a hegemonia geopolítica na região. Ponto.
Israel é o dono dessa hegemonia e para a manter tem que derrotar o seu adversário direto. É o irão - podia ser outro qualquer.
Inglaterra, França, EUA, Rússia, Israel e Irão - os mesmos cães de sempre disputando o mesmo osso.
Todos se merecem.