20.11.25
Nem os lideres nem as instituições europeias realizaram totalmente que as administrações americanas, em particular a administração Trump, vêm a Europa como um bloco concorrente, o maior mercado mundial,e por conseguinte procuram reduzir o poder e a influência europeia no cenário geopolítico mundial.
Se a Ucrânia entrar para a UE, mesmo sendo uma nação fragilizada, em breve se tornará uma grande potência no seio da união. Com um território que alberga a Alemanha e a França juntas, rica em recursos naturais, com o vector da guerra também se tornou uma potência tecnológica, tornará a UE muito mais poderosa.
Os EUA não vêem isto com bons olhos - nem tão pouco a própria Alemanha e a França o vêem.
Não é por acaso que a ajuda militar à Ucrânia tem sido providenciada a conta gotas e deveras insuficiente. É verdade que sem a ajuda recebida, a Ucrânia, provavelmente, hoje já não seria uma nação independente.
Por outro lado, presentemente, a Ucrânia e o povo ucraniano estão isolados na sua luta e em muitos aspectos, dependem apenas de si próprios.
Creio que se trata de um jogo cínico de enfraquecimento de todas as partes, com excepção dos EUA e da China, que são os únicos que retiram vantagem deste conflito, numa competição directa para obter maiores proveitos.
No fundo, Ucrânia, Europa e Rússia são peões num jogo onde as duas verdadeiras potências disputam a corrida para o domínio mundial.
É o eterno jogo das zonas de influência. O objectivo não é ganhar as guerras, trata-se apenas de impedir que os outros as ganhem, evitando assim a ascensão de poderes regionais que possam pôr em causa a egemonia dos dois grandes.
O povo mártir ucraniano foi apanhado nesta tenebrosa encruzilhada.
Foi assim que começaram as duas grandes guerras. Ambas começaram na europa e esta já começou.