03.09.25
Todos os impérios tiveram o seu auge e a sua queda.
A queda pode acontecer de um dia para o outro, já a decadência é um processo que se arrasta no tempo.
Este tempo nos EUA tem sido marcado por sucessivas fracas administrações que se revelaram incapazes de resolver problemas internos e externos.
Nestas quase quatro décadas, nem democratas nem republicanos conseguiram encontrar os líderes à altura de solucionarem as enormes clivagens e desequilíbrios presentes na sociedade americana, sendo igualmente capazes de no plano internacinal contribuírem à sua dimensão para um mundo menos conflituoso e mais cooperante.
Numa sociedade fortemente dividida, o partido democrata apresenta-se sem rumo e sem lider. Por outro lado, o partido republicano está nas mãos de radicais de direita e de fanatismos religiosos de pensamento retrógrado e castrador. Exemplo disso é o apoio incondicional por parte desta administração ao estado de Israel, especialmente ao seu actual governo extremista. As igrejas evangélicas alcançaram um poder nunca antes visto na sociedade americana e representam uma real ameaça ao regime democrático americano.
Donald Trump recebe e ao mesmo tempo confere poder a estes movimentos. Alimentam-se um do outro. Em tudo semelhante ao fenómeno do bolsonarismo.
A história prova que perante grandes problemas, é indispensável a existência de grandes líderes.
Os EUA são a primeira economia mundial e a segunda maior potência nuclear. Convém que o líder de uma nação deste calibre seja muito mais do que um empresário do ramo imobiliário e jogador de golfe nas horas vagas.
Donald Trump fez de aliados, adversários e de adversários, procura fazer inimigos.
India e Brasil são exemplo disso.
Já quanto à sua estratégia para fazer descolar putin de Xi Gi Ping, está à vista o resultado.
No Alasca, Trump estendeu uma passadeira vermelha tão formidável que a mesma desenrolou tanto, que só parou às portas da Praça Tiananmen em Pequim onde Vladimir Putin foi recebido pelo amigo presidente Xi Gi Ping.
O país que neste momento está realmente isolado no mundo são os EUA. Enquanto isso, quase metade do seu eleitorado acha que está óptimo.
Esta administração americana certamente ficará na história como uma das mais incompetentes e desastrosas deste país. Tem sido uma autêntica desgraça geopolítica.
A Europa resigana-se à sua dimensão política enquanto acalenta a ténue esperança que este presidente americano, ou o próximo, (que poderá muito bem ser J.D. Vance) volte a assumir uma posiçao de aliado.
Já a Ucrânia, infelizmente está entregue ao seu destino que é ser o primeiro palco de conflito militar nesta nova guerra fria em que vivemos.