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A Política somos nós

A Política somos nós

23.12.25

Além de supinamente mentiroso e vulgar demagogo, André Ventura passa por ser mau matemático. Impinge aos incautos, a ideia de que uma minoria é responsável pela maioria das ilegalidades cometidas e dos prejuízos causados na sociedade. Acaba por demonstrar ser fraco jurista, pois o tribunal vê-se obrigado a corrigi-lo e a intimá-lo. Tristes figuras a quem se associam outros tristes.

16.12.25

Molestar uma criança seja de que maneira for, constitui o mais condenável dos crimes.

Quando se trata de crimes sexuais, o sentimento de repugnância que nos invade é acompanhado por uma raiva quase incontrolável e de um infindável desejo de fazer justiça.

Somos considerados um povo de brandos costumes, mas estou convencido que uma considerável percentagem é movida por um instinto de violência sobre estes criminosos.

A nossa consciência e as nossas emoções levam-nos para cenários onde nos imaginamos a dar um tiro na cabeça destes indivíduos.

Eu próprio não responderia pelos meus atos na presença de um destes selvagens.

Ainda bem que vivemos num estado de direito que nos impede de exercer justiça pelas nossas próprias mãos. 

Embuidos pelas nossas emoções, não podemos transformar a nossa sociedade numa selva correndo o risco de nós próprios nos tornarmos selvagens. Contudo temos a obrigação de expulsar este mal a título definitivo da sociedade onde vivem os nossos filhos.

Há quem advogue soluções que entre o bárbaro medieval e o ineficaz, as tornam inaceitáveis.

Não basta ter virilidade sexual para poder abusar física e emocionalmente de uma criança. O simples ato de assistir pornografia infantil, constitui um crime.

O fenómeno grotesco que representa a pornografia envolvendo menores não se limita à observação de tais atos. Trata-se de uma indústria milionária que explora milhões de crianças e jovens. Trafica-os, transforma-os em escravos e provoca danos físicos e emocionais que na maioria dos casos são irrecuperáveis.

Estas redes criminosas têm que ser perseguidas e lavadas à justiça, justiça que se impõe que seja implacável e desprovida de qualquer tipo de apelo.

Aqueles que cometem a atrocidade de molestar sexualmente crianças e jovens têm que ser isolados de forma definitiva. Ou seja, encarcerados para o resto das suas vidas; sem redução de pena, sem qualquer tipo de perdão.

São um tipo de seres que têm que ser impedidos de ter qualquer contacto com a sociedade. Trata-se de um mal que temos a obrigação moral, civica e legal de expurgar.

Não sou nem psicólogo nem pesiquiatra, mas entendo que não se trata de demência, trata-se sim de pura maldade.

Trancados e isolados até ao final das suas vidas, é o mínimo exegido por aqueles cuja vontade primária seria a execução.

 

 

15.12.25

O tempo médio de espera nos hospitais nos casos urgentes passou de 15 horas para 11 horas.

Não era este governo que ia resolver os problemas da saúde?

Se estiver a morrer posso ir ao hospital da CUF e por na conta do dr. Montenegro?

Parece que havia para ai uns vales para poder pagar atendimentos no privado ...

E o médico dermatologista que no serviço público ganhou 40.000 euros já perdeu a licença para exercer ?

Ao que parece entregar os serviços de saúde ao sector privado, vai resolver todos os problemas...

De uma minoria vai resolver com certeza.

Num país com a maior taxa de envelhecimento da Europa, vai ser um negócio milionário. Resta saber quem vai pagar as contas.

 

14.12.25

A nova política fronteiriça nos EUA passa por uma consulta aos telemóveis daqueles que pretendem entrar em território americano.

As publicações e opiniões destas pessoas são escrutinadas e o resultado pode ser a recusa de entrada nos EUA.

Básicamente: quem de alguma forma não concordar com a política americana tem o seu acesso ao país vedado.

Se isto não é perseguição política e pura censura, não sei o que será.

Por outro lado quem se fizer acompanhar de 5 milhões de dólares, será recebido de braços abertos.

É a nova América. 

É o aviso sério à Europa de que o nosso distanciamento é urgente.

 

14.12.25

Ouvem-se comentários no sentido de considerar um erro que poderá levar à descredibilização das instituições bancárias europeias e até do próprio euro, a confiscação dos ativos russos na Europa. Concretamente na Bélgica.

O governo belga não está propriamente preocupado com os aspectos morais ou éticos na apreensão do dinheiro russo. A sua preocupação é puramente financeira. Se alguém der garantias que a Bélgica será financiada caso a Rússia saia vencedora de qualquer processo judicial imposto, a questão está resolvida. O resto é pura hipocrisia.

É consenso generalizados e regras são aplicadas em casos relacionados com negócios envolvendo diamantes com origem em zonas de conflito onde os direitos humanos são simplesmente espezinhados.

Produtos de consumo produzidos em condições de autêntica escravatura, muitas vezes envolvendo crianças, são alvo de de investigações e acções de sensibilização que visam o não consumo dos mesmos, são uma realidade.

Os receptores de bens roubados são perseguidos e os respectivos produtos do roubo são muitas vezes recuperados.

O tráfico de seres humanos, constitui hoje, um negócio mais lucrativo do que o narcotráfico.

Senão vejamos:

Desde o dia 24 de Fevereiro de 2022 a Ucrânia foi assaltada e espoliada, os seus habitantes foram torturados violados e assassinados, as suas crianças foram raptadas e enviadas para destinos incertos e o seu território foi roubado.

Não será então correcto confiscar o dinheiro de quem foi e é responsável por todos estes crimes ? Toda a sociedade russa (certamente com algumas excepções), direta ou indiretamente participa deste crime e de uma forma ou de outra tira dividendos.

Quando fazemos um depósito mais elevado de dinheiro, as instituições bancárias não nos questionam a origem desse dinheir? O mesmo pode ter origem no narcotráfico, ou no tráfico de armas, pode até ser dirigido ao financiamento do terrorismo.

O estado russo não deverá ser considerado um estado terrorista por tudo o que tem feito ao povo ucraniano?

O que o exército russo levou até às aldeias e cidades ucranianas não é a mais pura forma de terror ?

Se a UE tiver a capacidade e a força para nunca mais devolver este dinheiro à Rússia, será certamente um aviso sério aqueles que enriquecem à custa do roubo, do assassinato e do rapto de inocentes. 

Não basta apontar o dedo aos outros acusando-os de corruptos, quando nós próprios nos tornamos cúmplices de toda a espécie de crimes. 

Seja qual for o desfecho desta guerra, a Rússia, o povo russo, e a corja do Kremlin têm que pagar, pelo menos financeiramente, pelos crimes de guerra que estão a cometer.

06.12.25

Vladimir putin afirmou que a queda de URSS foi a maior tragédia geopolítica do século XX.

Certamente que Donald Trump ficará na história como o maior desastre geopolítico da segunda década do século XXI.

Presidente de um país onde o número de armas suplanta o número de habitantes e onde os massacres cometidos por indivíduos armados são recorrentes e trágicos.

Trump instiga, fomenta e encoraja a maior clivagem social vivida nos EUA desde a guerra civil americana.

Trump é o presidente que afirma o seu ódio pelos seus adversários internos. Quando um presidente odeia o seu próprio povo, fica claro a sua inépcia para o cargo que ocupa.

Nas suas últimas afirmações considera que a Europa enfrenta um perigo de "extinção civilizacional ".

Como ignorante que é, desconhece a história milenar e a cultura ímpar europeia. O americano comum está para um europeu como um Neandertal está para o homem moderno.

Depois de terem dizimado uma civilização inteira de indígenas, massacraram-se num guerra civil sangrenta, e nos anos seguintes, com razões mais ou menos discutíveis, envolveram-se em guerras pelo mundo inteiro.

Esta América de Trump não é exemplo para ninguém, muito menos para a Europa.

Sendo um país com apenas 250 anos de história comporta-se como um adolescente arrogante e inconsequente. Com Trump, os EUA não amadureceram, regrediram.

Como maior potência económica e militar no mundo, é deveras preocupante os tempos que se vivem do outro lado oceano. 

Perante isto, é incontornável a necessidade que a Europa tem em se afirmar. 

Os Estados Unidos da Europa podem ainda ser uma miragem, mas serão certamente o caminho que os europeus terão que trilhar se realmente querem manter o seu estatuto de potência civilizacional.

 

 

 

 

01.12.25

Combater estes dois males é certamente imperativo.

Se este combate for levado a cabo através de incursões militares em estados soberanos, então estabelece-se um conflito generalizado nos cinco continentes com consequências imprevisiveis e inegavelmente perigosas.

Somente aqueles tolhidos por dogmas ideológicos ou crenças vãs, conseguem vislumbrar justificações e assumir posições aprovativas quando a arrogância, o poder desmesurado e a ambição desmedida, resultam na agressão a povos e a estados soberanos.

Apenas esses acreditam e compactuam com ideia de que Vladimir Putin devastou mais de 20% de território ucraniano na senda anti nazi ou que o encerramento do espaço aéreo venezuelano e a ameaça expressa de uma incursão militar na Venezuela se justifica com o combate ao narcotráfico.

Trump está a provar aos americanos e ao mundo que até os EUA são capazes de produzir uma liderança que se nivela com o historial de terríveis lideranças russas.

Putin já provou que tem o poder de comprar a impunidade e de manipular a nação mais poderosa do planeta.

O mundo assiste ao sofrimento do povo ucraniano e à miséria do povo da Venezuela.

Uns agredidos e expuliados, outros oprimidos e explorados, ambos vítimas de regimes perfidos e criminosos.

É então que surge o poder ocidental no seu pior exemplo. 

Trump, em nome de interesses pessoais e familiares, sanciona a ignominia russa em território soberano da Ucrânia e se for necessário, reconhecerá os territórios roubados como sendo parte da federação russa, quebrando um paradigma de 80 anos - com excepção do Kosovo, onde a carnificina étnica levou a uma posiçao de força por parte da NATO, - mais nenhum país perdeu pela força das armas parte da sua soberania, sendo a potência invasora premiada com o reconhecimento dos territórios usurpados como sendo seus por direito.

O mesmo Trump, iniciou um processo de agressão a um país soberano. Por mais terrível que seja um regime, é inaceitável que o seu povo seja alvo de um poder estrangeiro que pela força das armas, impõe a sua vontade.

Maduro é um ser desprezível, um líder criminoso e opressor do seu povo. Deverá ser afastado do poder pelo povo venezuelano. Deverá a comunidade internacional ajudar nesse processo? Sem dúvida que sim, mas essa ajuda não deve incluir a mais poderosa frota naval do mundo fundeada na sua costa e o encerramento do seu espaço aéreo. Em suma, um acto de guerra.

Se cada vez que discordar-mos com um regime, iniciar-mos uma guerra, então teremos que nos despedir dos nossos filhos e pagar o mais terrível dos preços.

Da Europa não se espera nada mais do que algumas declarações de preocupação. Prevalece o cuidado de não ofender o "amigo" americano, pois a ilusão de protecção por parte do mesmo, sobrevive nas mentes dos líderes europeus que, sintomaticamente, representam o que houve de pior na liderança deste continente nas últimas décadas.

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