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A Política somos nós

A Política somos nós

25.11.25

Muita tinta irá correr sobre o debate.

Este não seria necessário para confirmar o óbvio: 

A diferença entre a decência e a indecência.

A diferença entre a educação e a alarvidade.

A diferença entre a credibilidade e a conversa de esquina.

A diferença entre a singularidade e a vulgaridade.

A diferença entre ter respeito e não respeitar ninguém.

André ventura é daqueles que garante que chove em Novembro e que o Natal é em Dezembro, mas se lhe perguntarem porquê,  muda de assunto.

Aponta os problemas mas desconhece por completo as soluções.

Adora dizer aquilo que as pessoas gostam de ouvir mas não faz a mínima ideia como mudar a vida das pessoas.

Ataca o PSD mas nasceu dentro dele e intitula-se o único entre todos que não é corrupto.

"Vamos apanhá-los" diz ele. Como ? Ele não diz, mas alvitra que com 3 salazares a coisa ia.

São todos corruptos, são todos ladrões. É só deixá-lo ir uma vez à fonte, que ele deixa lá a asa.

André ventura faz o papel daqueles que dariam tudo para estar no lugar dele durante 15 minutos para dizerem mal deste mundo e do outro, mas se fossem eleitos para a junta de freguesia, imploravam para que os deixarem sair porque não sabem andar naquilo.

 

 

25.11.25

Em tempos, Portugal teve ao seu serviço um homem que ficou conhecido como o "General sem medo". O seu nome era Humberto Delgado.

Enfrentou a ditadura Salazarista e pagou com a vida o preço da sua coragem.

Desde o início da guerra na Ucrânia, diversas patentes militares desfilam nos canais televisivos em comentários mais ou menos acertivos; mas ou menos isentos e independentes. Entre estes senhores figura um que certamente não se inspirou em Humberto Delgado, pelo contrário.

O distinto General Pinto Ramalho, desde o primeiro tiro naquele fatídico dia de 24 de Fevereiro de 2022, que considera, - pelo menos a avaliar pelas suas considerações, - que seria mais sensato não hostilizar a federação russa e, como tal, o melhor que a Ucrânia deve mesmo fazer é satisfazer todas as exigências de putin, ou seja, render-se.

Mais: As novas fronteiras da NATO, na opinião do Sr. General, constituem uma afronta à federação russa.

Naturalmente que desconheço se o Sr. General está a par dos discursos proferidos por Vladimir Putin nestes últimos anos. Um onde este afirma que a Rússia não tem fronteiras; outro onde refere que a guerra entre a Rússia e a Suécia, não foi uma guerra para conquista, mas sim uma guerra para recuperar aquilo que já tinha sido russo; entre outros dislates onde deixa bem claro quem realmente representa a verdadeira ameaça à paz na Europa. Isto para não falar nas várias invasões territoriais que pela sua ordem a federação russa tem vindo a executar.

Não se tratam de simples incursões, são verdadeiras invasões militares, morte, destruição, saque, violações, raptos e, no essencial, a tomada de posse territorial, ou no mínimo, a instalação de governos fantoches.

Das duas uma: Ou o Sr. General está tremendo de medo, ou efectivamente desconheçe o perigo

Se Humberto Delgado ficou imortalizado como o General sem medo, o Sr. General Pinto Ramalho aparenta ser o General com medo.

Se a guerra ultrapassar as fronteiras da NATO, - algo que não é de todo improvável, - espero que nas nossas fileiras se apresentem verdadeiros homens de armas. Caso contrário, só nos resta arrear as calças e nos ajoelharmos perante putin e a sua canalha.

 

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