19.08.25
Nunca o destino dos EUA esteve em piores mãos como está neste momento. Contudo, as forças armadas norte americanas são de LONGE as mais poderosas do mundo.
Não restam dúvidas a ninguém (os últimos anos provam isso mesmo) de que a força que verdadeiramente conta é a força das armas.
Quando dois oponentes procuram a diplomacia para resolver as suas quesilias, isso significa, na maioria dos casos, que ambos detém um poder militar equiparado. Quando não existe dissuasão basta haver vontade política para que a guerra comece.
Foi exactamente isso que aconteceu à Ucrânia quando abdicou das suas armas nucleares. Muito mais eficiente do que qualquer memorando com o nome de qualquer cidade, cujo conteúdo são garantias de segurança a um estado, é esse mesmo estado ter nos seus paióis umas quantas ogivas nucleares.
Depois de 80 anos de protecção americana face à ameaça soviética, a Europa nunca esteve tão vulnerável.
Até que as grandes potências económicas europeias se tornem igualmente potências militares, estas estão não apenas vulneráveis como estão dependentes dos EUA para garantirem a sua segurança.
Como este processo é demorado e dispendioso, quer gostemos ou não, estamos nós europeus nas mãos de Donald Trump - metaforicamente falando, "O Senhor dos Canhões".
É por isto que os líderes europeus - mesmo as duas potências nucleares - tanto se têm esforçado em oferecer os melhores negócios aos EUA, bem como proporcionar a Trump o seu prato preferido: Total bajulação, de preferência, com enorme cobertura mediática.
Se falharmos nestas duas tarefas, resta-nos começar a aprender a falar russo. Nos tempos que correm essa parece ser uma excelente garantia de segurança face ao estado terrorista da federação russa.
A propósito de falar russo ; O comentador televisivo Tiago André Lopes insiste na retórica no que diz respeito à população russófona presente no Donbass ucraniano.
Ao que refere, nesta região da Ucrânia existe uma maioria populacional que tem como primeira língua o ruuso e que encontra razões de queixa das políticas do governo ucraniano.
O que este senhor comentador não sabe equacionar é que face aos restantes ucranianos, estes falantes de russo são uma ínfima minoria dentro da Ucrânia. Não são russos dentro do território ucraniano, são ucranianos dentro do seu país.
Em democracia as minorias têm que respeitar as leis consagradas pela maioria. É este o princípio básico da democracia. O referido comentador sofre de um de dois problemas : Ou está desfasado dos princípios democráticos, ou tem dificuldades no cálculo matemático.
Compreendo que esta gente não saiba o que é a democracia. A proximidade ao território russo, assim como a enorme influência da doutrina russa explica tudo. Nunca conheceram mais nada para além do que a união soviética lhes incutiu, e com total agrado de ambos.
Fica a questão : Com a mesma língua, com a mesma afinidade pelo vizinho e com tão pouca distância a percorrer, porque não optam por emigrar para a federação russa ?
Não seria mais facil deslocar uma população para o país que tanto admiram e conceder-lhe cidadania do que iniciar uma guerra que já vitamizou centenas de milhares ?
São apenas questões retóricas que na prática não correspondem aos verdadeiros interesses da federação russa.
O assunto aqui não são as populações russófonas. O verdadeiro objectivo russo é a recuperação da jóia do império soviético - a Ucrânia.
Bem mais significativo do que a opção de Zelensky não trajar a rigor nos salões da Casa Branca, é a escolha da T-shirt de Lavrov - CCCP.
Para bom entendedor, estas 4 letras bastam. São a sigla da império mais criminoso da história da humanidade.
Não sei se o senhor Tiago Lopes também não terá dificuldades com esta aritmética ...