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A Política somos nós

A Política somos nós

29.08.25

Finalmente alguém tem a coragem de chamar os bois pelos nomes. Trump é um activo soviético/russo. Nada mais perto da verdade.

Putin tem que ser tratado não como chefe de estado mas sim como terrorista de estado. 

Putin forjou todas as "eleições" onde participou - justiça seja feita a Xi Ji Ping, este pelo menos não finge eleições, é simplesmente conduzido pelo partido comunista chinês. 

Putin assassinou ou prendeu todos aqueles que se atreveram a fazer-lhe frente.

Promoveu e iniciou guerras de assalto, não "apenas" para alterar regimes, mas também para tomar posse de territórios alheios.

Na Ucrânia, em três anos e meio, massacrou, torturou, violou e deportou dezenas de milhares de cívies, entre estes, centenas de crianças.

Regularmente ameaça o mundo com o holocausto nuclear.

Putin viu a sua vida muito facilitada com a eleição de Trump. O presidente americano tem sido um grande facilitador na agressão russa à Ucrânia.

Trump tem apenas dois objectivos face à situação na Ucrânia: Primeiro o Negócio - neste aspecto está a ser muito bem sucedido. Segundo, ser a figura pacificadora, aquele que conseguiu o fim da guerra, (não confundir com a obtenção da paz) - neste caso o insucesso é total.

Vladimir putin é um assassino, um terrorista e um gangster mafioso -  É desta forma que tem que ser tratado.

Trump desenrolou a passadeira vermelha para o receber em território americano.

Todos os apoiantes de putin devem ser considerados cúmplices dos crimes praticados. 

Até agora, Trump tem sido muito mais cúmplice do que qualquer outra coisa.

Parabéns Presidente Marcelo.

Podemos ser um pequeno país, mas temos a grandeza de podermos eleger democráticamente um presidente que tem a coragem de dizer aquilo que o povo que o elegeu tem vontade de gritar.

19.08.25

Nunca o destino dos EUA esteve em piores mãos como está neste momento. Contudo, as forças armadas norte americanas são de LONGE as mais poderosas do mundo.

Não restam dúvidas a ninguém (os últimos anos provam isso mesmo) de que a força que verdadeiramente conta é a força das armas.

Quando dois oponentes procuram a diplomacia para resolver as suas quesilias, isso significa, na maioria dos casos, que ambos detém um poder militar equiparado. Quando não existe dissuasão basta haver vontade política para que a guerra comece.

Foi exactamente isso que aconteceu à Ucrânia quando abdicou das suas armas nucleares. Muito mais eficiente do que qualquer memorando com o nome de qualquer cidade, cujo conteúdo são garantias de segurança a um estado, é esse mesmo estado ter nos seus paióis umas quantas ogivas nucleares. 

Depois de 80 anos de protecção americana face à ameaça soviética, a Europa nunca esteve tão vulnerável.

Até que as grandes potências económicas europeias se tornem igualmente potências militares, estas estão não apenas vulneráveis como estão dependentes dos EUA para garantirem a sua segurança.

Como este processo é demorado e dispendioso, quer gostemos ou não, estamos nós europeus nas mãos de Donald Trump - metaforicamente falando, "O Senhor dos Canhões".

É por isto que os líderes europeus - mesmo as duas potências nucleares - tanto se têm esforçado em oferecer os melhores negócios aos EUA, bem como proporcionar a Trump o seu prato preferido: Total bajulação, de preferência, com enorme cobertura mediática.

Se falharmos nestas duas tarefas, resta-nos começar a aprender a falar russo. Nos tempos que correm essa parece ser uma excelente garantia de segurança face ao estado terrorista da federação russa.

A propósito de falar russo ; O comentador televisivo Tiago André Lopes insiste na retórica no que diz respeito à população russófona presente no Donbass ucraniano. 

Ao que refere, nesta região da Ucrânia existe uma maioria populacional que tem como primeira língua o ruuso e que encontra razões de queixa das políticas do governo ucraniano. 

O que este senhor comentador não sabe equacionar é que face aos restantes ucranianos, estes falantes de russo são uma ínfima minoria dentro da Ucrânia. Não são russos dentro do território ucraniano, são ucranianos dentro do seu país.

Em democracia as minorias têm que respeitar as leis consagradas pela maioria. É este o princípio básico da democracia. O referido comentador sofre de um de dois problemas : Ou está desfasado dos princípios democráticos, ou tem dificuldades no cálculo matemático.

Compreendo que esta gente não saiba o que é a democracia. A proximidade ao território russo, assim como a enorme influência da doutrina russa explica tudo. Nunca conheceram mais nada para além do que a união soviética lhes incutiu, e com total agrado de ambos.

Fica a questão : Com a mesma língua, com a mesma afinidade pelo vizinho e com tão pouca distância a percorrer, porque não optam por emigrar para a federação russa ?

Não seria mais facil deslocar uma população para o país que tanto admiram e conceder-lhe cidadania do que iniciar uma guerra que já vitamizou centenas de milhares ?

São apenas questões retóricas que na prática não correspondem aos verdadeiros interesses da federação russa.

O assunto aqui não são as populações russófonas. O verdadeiro objectivo russo é a recuperação da jóia do império soviético - a Ucrânia.

Bem mais significativo do que a opção de Zelensky não trajar a rigor nos salões da Casa Branca, é a escolha da T-shirt de Lavrov - CCCP.

Para bom entendedor, estas 4 letras bastam. São a sigla da império mais criminoso da história da humanidade.

Não sei se o senhor Tiago Lopes também não terá dificuldades com esta aritmética ...

 

16.08.25

Surpreendente a quantidade de gente que consegue vislumbrar algo de positivo em Trump ou em Putin.

A expectativa que os media criaram em torno do encontro destes dois trastes foi simplesmente mirabolante.

Qualquer acordo entre Trump e Putin nunca terá como prioridade os reais interesses do país que foi invadido e roubado, a Ucrânia.

Putin ri às gargalhadas nos corredores do kremlin com tanta predisposição dos líderes das democracias ocidentais para fazerem papel de idiotas.

Para a célebre arrogância russa, todo este processo tem sido um prato cheio.

Em cada dia que passa putin ganha mais estatuto, mais tempo e mais território ucraniano.

Espero que Zelensky aguente a pressão e que o povo ucraniano continue a ter a coragem para lutar.

Nenhum governo europeu tem os tomates para desafiar putin, ponto.

Trump credita que coçando as costas a Putin consegue afastá-lo da China. É uma combinação de quem se acha mais esperto do que todos os outros e de estupidez absoluta.

Esta guerra pode ser negociada, interrompida ou congelada, mas na realidade só vai terminar com o colapso da organização criminosa que controla a federação russa.

Força Ucrânia.

 

 

02.08.25

img_932x621uu2025-08-01-21-45-29-2226589-im-638896Uma imagem vale mil palavras. Os relatos e as imagens que diariamente nos chegam da Faixa de Gaza não deixam qualquer tipo de dúvida e chocam até as consciências mais insensíveis.

Imagens são imagens - independentemente de onde foram obtidas ou de quem as realizou. Sem qualquer tipo de dúvida são reais, não editadas ou manipuladas.

Gaza foi terraplanada. A devastação é total. Sem infraestrutura nem economia local. As movimentações populacionais são regidas pela busca de alimentos e por uma esperança ténue de obter alguma segurança. Se juntarmos a tudo isto as lutas de gangs armados pelo domínio de parcelas de terreno e pelo mercado negro dos bens de primeira necessidade, realizamos que em todos os aspectos, Gaza é a definição do caos absoluto.

Quem nega tudo isto é o sr. Embaixador de Israel em Portugal. Afirma que em Gaza não existe fome. Afirma que os corpos esqueléticos - aos quais só faltam os pijamas as riscas e a cruz de David ao peito - são apenas o fruto de doenças perlongadas e que em nada têm a ver com a intervenção militar israelita.

Se lhe pendurarem ao pescoço uma identificação de qualquer agência imobiliária, ele fará da Faixa de Gaza uma óptima oportunidade de negócio para se adquirir um imóvel - com a ressalva de que o mesmo ainda está em planta...

Quando as imagens de crianças esqueléticas ocupam metade do televisor e a outra metade é preenchida pela presença deste suposto diplomata, afirmando categoricamente que não existe fome, dá-me vontade de vomitar.

Mentir descaradamente sem qualquer pejo não é para qualquer um. Está apenas reservado aos profissionais da mentira , da hipocrisia e da ignomínia.

E não me venham com a conversa de merda das ideologias e dos partidos ou da Realpolitik. O que se passa em Gaza é uma vergonha para o mundo inteiro.

Estamos todos a assistir a uma limpeza étnica ao vivo e a cores.

Israel não tem competência nem política nem militar para extinguir o hamas, para libertar os reféns nem tão pouco para restabelecer as mínimas condições de vida aos habitantes de Gaza. Limita-se a eternizar o conflito, enquanto vai dizimando uma população inteira.

Nem Franz Kafka teria capacidade de nos providenciar este cenário. De um lado a realidade dos famintos moribundos, do outro, o retrato da falsidade numa pessoa que tenta passar uma imagem e um discurso de gente de bem.

Somos todos livres de acreditarmos naquilo que queremos ou naquilo que nos convém.

Eu acredito principalmente naquilo que vejo. Se uma criança morrer de fome, é uma fatalidade. Se forem às dezenas, é uma tragédia.

Uma tragédia para eles, uma vergonha para nós.

Para este sr. Embaixador, certamente não o será.

 

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