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A Política somos nós

A Política somos nós

18.07.25

Foi engano. Como quem liga para um número errado e pede desculpa pelo lapso.

Na matemática militar do governo extremista israelita - não confundir com o Estado de Israel - o cálculo é simples :

Por cada terrorista do Hamas morto, morrem 100 crianças. É este o preço.

Para que estes inocentes não tivessem que morrer, as tropas israelitas na sua caça aos elementos do Hamas teriam que percorrer Gaza casa a casa e não bombardear massiva e indescreminadamente.

Não é necessário ser especialista militar para perceber que este combate urbano representaria um número de baixas no exército israelita completamente inaceitável para a sociedade civil de Israel.

O governo fundamentalista de Israel faz simplesmente aquilo que quer. Sem regras, sem respeito e sem limites. 

De vez em quando pedem desculpa por algum "engano". Ataques a instalações da ONU, ataques a locais de culto, ataques a centros de distribuição de ajuda humanitária ou simplesmente a campos de refugiados. 

" ... desculpem lá ! Foi engano ... tínhamos que atacar aquela zona porque estavam lá 2 ou 3 terroristas. Os 50 civies mortos foi uma fatalidade... é  a guerra... "

Com o total apoio do amigo americano, o governo israelita continua a disparar para todos lados e a chacinar tanto quanto no se entender for necessário para alcançaros os seus objectivos - sejam eles legítimos ou não.

E ai de alguém que critique este comportamento israelita. É imediatamente conotado como anti semita. Agora é uma moda que dá muito jeito aos populistas e extremistas - se alguma voz se levantar contra eles, então coloca-se um rótulo com conotação negativa.

Se ser opositor à matemática de extermínio do governo de Israel, representa ser rotulado como anti semita; então eu mesmo coloco o rótulo.

 

10.07.25

Mais do que a vontade de escrever, sobra a necessidade de desabafar.

O assunto é o de sempre e a tragédia é maior.

Aquele assunto que instintivamente procuramos passar á frente com um toque no comando da televisão. Já cansa. Incomoda.

Aquele assunto que agride a nossa consciência quando a violência das imagens eclipsa qualquer réstia de tendencionalismo ou retórica política.

No canal seguinte já se fala de outra coisa mas o que é certo é que árabes e judeus, inocentes, continuam a morrer em Gaza, na Cisjordânia e em Israel.

Não consigo deixar de me indignar com a constante barbaridade existentente nos dois enclaves árabes dentro do Estado de Israel e no próprio Estado de Israel.

Mais de uma centena de organizações internacionais presentes em Gaza garantem que a situação é completamente caótica. Na minha opinião, algo semelhante aos cenários do Mad Max.

As pessoas são baleadas quando procuram chegar as centros de distribuição de alimentos.

Custa me acreditar que todas estas organizações estejam a mentir.

Infelizmente a ONU está à espera que Trump resolva o problema. E fatalmente estamos mesmo nas mãos dele para encontrar uma solução duradoura para a tragédia em que se transformou o médio oriente.

Passados 80 anos desde o final da segunda grande guerra, perfazem 78 de guerra entre Israel e os povos árabes da região. Não houve um dia de paz absoluta.

Se Trump conseguir que os reféns sejam devolvidos e que haja um cessar fogo imediato, talvez se possa abrir caminho para comprometer a maioria dos países da península Arábia a participarem na construção de um estado palestiniano; garantir que o povo de Israel possa viver em paz e muito importante: o fim definitivo da construção de novos colonatos na Cisjordânia.

Neste processo será indispensável que a diplomacia europeia nem esteja presente. O legado de ganância, incompetência e desonistidade deixado pelos impérios coloniais europeus já foi o quanto basta.

Não sei quando a paz duradoura e próspera chegará para aqueles povos. Sei que não consigo normalizar aquilo que é inaceitável.

O assunto de tão repetitivo que é, incomoda. A realidade absoluta daquele dia a dia, incomoda muito mais.

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