26.06.25
Será que esta notícia vai incomodar aquele sujeito que é alérgico ao fenómeno da imigração?
Afinal de contas são imigrantes...
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26.06.25
Será que esta notícia vai incomodar aquele sujeito que é alérgico ao fenómeno da imigração?
Afinal de contas são imigrantes...
25.06.25
Surprende-me a ligeireza e principalmente a falta de isenção em alguns comentários televisivos sobre problemas tão compexos como a geopolítica e os conflitos mundiais.
A questão ucraniana e as questões do médio oriente têm ocupado um vasto espaço televisivo e em muitas ocasiões têm sido um meio muito apetecível para certos comentadores fazerem brilhar o seu ego e propagandearem ideologias mal disfarçadas.
Entre todos, são raros aqueles que conseguem ter um discurso isento e paragmatico perante assuntos tão complexos.
Existem os adoradores das autocracias que são extremamente alérgicos à civilização ocidental, mas também existem os adoradores de Trump e Netanyahu que acreditam que estes são um exemplo de virtudes.
Nem preciso referenciar nomes pois é deveras notório a aparição de alguns casos agudos de tendencionalismo.
Desde a senhora que insiste nos termos em inglês com forte sotaque americano, que não resiste a expressar rasgados elogios à política da Casa Branca, com especial destaque para Trump; até ao Xô Major que para além de não acertar uma, frequentemente passa dos limites quando é confrontado.
Há quem prefira acreditar que neste mundo existe um lado bom e um lado mau. Os bem aventurados e os malditos. Esta simples dualidade de conceitos revela-se muito estreita quando se procura entender os complexos problemas do xadrez mundial.
Prefiro a visão de que existem bons e maus em todos os lados. Acredito que são as pequenas minorias de desequilibrados, de extremistas e de ambiciosos sem escrúpulos, que vilmente plantam as sementes que mais tarde dão origem a grandes problemas. Problemas esses que serão ainda mais complexos de resolver nas gerações seguintes. O grave problema do médio oriente é um exemplo clássico disto mesmo. Uma sucessão de erros e consequentes tragédias que se eternizam no tempo.
Neste jogo das três grandes potências não há nem inocentes nem Santos.
22.06.25
Os Golias dos tempos modernos não se deixam abater pelas fundas dos pequenos David's.
Contra as inocentes e romanticas posições em defesa do direito internacional, surge fatidicamente a força militar dos verdadeiros Golias.
Ilariante observar a indignação iraniana perante o ataque de EUA/Israel, onde acusam estes de violarem o direito internacional. O Estado iraniano constitui um regime totalitário ditatorial, fundamentalista islâmico e financiador do terrorismo internacional. Durante décadas desrespeita o direito internacional atacando indirectamente através dos seus grupos terroristas, o estado de Israel.
Ilariante observar a posiçao de Vladimir Putin quando este se oferece para ser o mediador de um processo de paz para este conflito ao mesmo tempo que acusam os EUA de violarem o direito internacional ao atacarem o território iraniano.
Ilariante a posiçao de EUA/Israel apresentado-se como defensores da justiça, da paz no mundo, como se eles fossem inteiramente os bons da fita.
Independentemente das razões apresentadas, o ataque americano ao Irão para além de desrespeitar a constituição americana, desrespeita o direito internacional.
Ilariante a pretensa preocupação do Irão com o destino do povo palestiniano. A verdade é que o regime iraniano despreza completamente os palestinianos, quando na verdade apenas usa a causa palestiniana para justificar o grande desígnio do regime dos ayatolas que é a destruição do estado de Israel.
Israel sempre foi a ponta da lança dos EUA no médio oriente onde defende os gigantescos interesses geopolíticos e económicos americanos nesta região única no mundo. A grande a ameaça para os EUA nesta questão é o Irão.
Foram os EUA que colocaram no poder o Xa Reza Pahlavi quando o antigo regime iraniano decidiu nacionalizar a indústria petrolífera iraniana.
Foi a antiga URSS que fomentou, financiou e apoiou a revolução islâmica que colocou no poder um conjunto de facínoras e de fanáticos tão corruptos e tão criminosos como o regime monárquico do Xa.
Se de um lado, Israel tem sido um peão americano, o Irão tem sido o peão da Rússia e da China.
Se a Rússia perder a influência que tem no regime iraniano, toda a sua presença e influência será posta em causa nesta região chave do mundo.
Os planos chineses na construção da nova rota de seda, passam directamente em solo iraniano. Basta observar a posiçao geográfica do irão para perceber que é única, invejável e naturalmente extremamente cobiçada.
Se a Ucrânia tivesse armas nucleares, a Crimeia ainda seria território sob controle dos ucranianos. Se a Europa tivesse força militar para se opor no terreno ucraniano à invasão russa, esta não tinha acontecido.
Se a Rússia não fosse a maior potência atómica do planeta os dirigentes europeus não borravam as calças sempre que o criminoso de guerra Medvedev abre a boca.
Ilariante ouvir os comentários daqueles que procuram um dos lados como se qualquer um deles fosse um refúgio de virtudes e de justiça.
SE o Irão detinha ou detém capacidade eminente de construir um engenho nuclear, este ataque é justificado e proveitoso.
SE realmente corresponder à verdade que existiam ou existem instalações secretas iranianas a dezenas de metros de profundidade, coloca-se a questão: porquê esconder tanto, algo que os líderes iranianos afirmam ser um projecto pacífico?
A ideia é reduzir o número de armas nucleares não aumentar este número.
Não é aceitável que se defenda a existência de um estado iraniano nuclear argumentando que Israel já é uma potência nuclear.
Neste caso, mais é demais.
Se já é suficientemente preocupante a actual radicalização da política de Israel - uma potência nuclear que nunca escondeu - muito pelo contrário - a sua intenção expansionista. Quanto mais um Irão nuclear. Um regime extremista, que nutre um ódio profundo à civilização ocidental - um regime que condena à morte por apedrejamento - um regime que permite que as mulheres sejam tratadas como escravas onde a menor desobediência é castigada com chibatadas ou o uso de ácido no rosto - um regime onde os dissidentes são enforcados em gruas na via pública em autênticos espetáculos medievais. O regime dos ayatolas nunca poderá deter armas nucleares. Ponto.
Esperemos que seja o povo iraniano a derrubar este regime. A história demonstrou que nesta região, as tentativas de alteração de regimes pela força das armas estrangeiras tem resultado em processos catástroficos. Substituiram-se ditadores por outros e transformou-se a paz podre em guerras cívies intermináveis.
Ilariante a posiçao de Israel que vem agora defender a via diplomática, depois de ter assassinado milhares de civies palestinos, com o pretexto de aniquilar um grupo terrorista que certamente terá muito mais de iraniano do que palestiniano. O verdadeiro objectivo do governo israelita com o apoio de uma boa parte do seu povo é a eliminação total do povo palestino e com isso alcançar o grande sonho israelita de ter um Israel que se estenda das margens do rio Jordão às margens do mediterrâneo.
Desde o final da segunda grande guerra que a carta das Nações Unidas tem vindo a ser rasgada e a diplomacia internacional se tornou uma farsa.
Depois da Ucrânia, depois do Irão, não será surpresa nenhuma que o próximo palco seja Taiwan.
Somos aquilo que somos, merecemos aquilo que temos.
19.06.25
Israel arrasou Gaza. Milhares de cívies foram mortos, outros milhares são hoje apenas miseráveis famintos.
Apenas mais uma vingança a castigar outra vingança.
A barbaridade do 7 de Outubro - uma barbaridade na sequência de intermináveis outras.
Durante o mandato inglês na terra da palestina, centenas de aldeias foram incendiadas, milhares de árabes palestinianos for chacinados. Já ninguém se lembra disto - não convém.
Na constituição do estado iraniano consta a obrigatoriedade de destruir um outro estado - o Estado de Israel.
Se eu fosse israelita teria muito medo. Se eu fosse palestiniano recordaria com saudade o tempo e a terra onde durante séculos viveram os meus antepassados. Terra usurpada e irrecuperável.
Os números costumam ser uma excelente ferramenta para compreendermos os factos :
Durante séculos, judeus e árabes coabitaram pacificamente nesta região. Com um pormenor: A população judaica era apenas uma pequeníssima parte face à população àrabe. Com o desenrolar dos acontecimentos na Europa em guerra, a fuga de judeus para a Palestina aumentou drasticamente.
Com o desfecho do holocausto, centenas de milhares de judeus sentiram na pele a desconfiança dos europeus e a rejeição dos mesmos á presença judaica e rumaram à palestina - também já ninguém se lembra disto - não convém.
Hoje na Europa contesta-se a presença dos imigrantes apesar de estes constituírem uma clara minoria.
Coloco a questão: Como se sentiriam os europeus se de um momento para o outro a poluição de imigrantes suplantasse a população europeia ?
Só para recordar - depois do final da segunda grande guerra, a população judaica na Palestina quase suplantava a própria população àrabe.
A legitima aspiração do povo judeu a uma terra que fosse sua, foi mal pensada, mal gerida e fatidicamente imposta.
Décadas depois, inúmeras desculpas, incontáveis razões foram apresentas para considerar que por exemplo, um hospital israelita bombardeado é considerado um crime de guerra, enquanto que a tragédia de Gaza é apenas um dano colateral.
O que está em cima da mesa não é nem território, nem religião, nem armas de destruição massissa, nem urânio mais ou menos enrriquecido.
O derradeiro prémio é a hegemonia geopolítica na região. Ponto.
Israel é o dono dessa hegemonia e para a manter tem que derrotar o seu adversário direto. É o irão - podia ser outro qualquer.
Inglaterra, França, EUA, Rússia, Israel e Irão - os mesmos cães de sempre disputando o mesmo osso.
Todos se merecem.
12.06.25
No dia 14 de Maio de 2022 escrevi e publiquei o seguinte texto.
Vergonha Israel
No último dia 11, Shireen Abu Akleh, jornalista da cadeia televisiva Al Jazeera foi assassinada no território de Jenin na Cisjordânia. A jornalista de dupla nacionalidade – palestiniana e norte-americana, foi atingida mortalmente enquanto fazia a cobertura de uma operação militar israelita na Cisjordânia.
A sua morte desencadeou reações em todo o mundo – as do costume – todos lamentam e condenam o ocorrido.
Nos media, li o seguinte trecho: “A sua morte ocorreu no contexto de uma onda de violência israelo-palestiniana atiçada por tensões num importante lugar sagrado de Jerusalém. Pelo menos 18 israelitas morreram em ataques palestinianos nas últimas semanas, enquanto mais de 30 palestinianos, a maioria dos quais envolvidos em ataques ou confrontos com forças israelitas, foram também mortos.”.
Esta é uma notícia que não necessitava de data. Neste eterno conflito, notícias deste teor são intemporais. Repetem-se assim como se repete o terrível drama.
A Terra de Israel é segunda a Bíblia judaica, a região que foi prometida por Deus aos descendentes de Abraão através do seu filho Isaac e aos descendentes hebreus do seu neto Jacó. Diz a tradição hebraica que esta é a terra prometida de Israel.
Esta promessa nasceu de uma recompensa divina à fidelidade de Abraão e do seu povo quando este adotou uma crença monoteísta e a concepção de uma nação escolhida por Deus. A promessa incluía a eliminação de outros povos semitas como os cananeus como castigo pelos seus pecados e a atribuição das suas terras aos hebreus, igualmente, eles, parte desse conjunto maior de povos semitas. Esta promessa tornou-se válida para a totalidade do povo judeu.
Descendo agora à terra – Com o final da primeira grande guerra mundial, a Liga das Nações atribuiu ao Reino Unido o chamado “Mandato Britânico da Palestina” com a responsabilidade deste estabelecer, "…tais condições políticas, administrativas e econômicas para garantir o estabelecimento do lar nacional judaico, tal como previsto no preâmbulo e no desenvolvimento de instituições autônomas, e também para a salvaguarda dos direitos civis e religiosos de todos os habitantes da Palestina, sem distinção de raça e de religião… ".
Dois anos depois do termo da segunda grande guerra, em 1947, a ONU elaborou um plano para a partição da região da Palestina, do qual nasceria um Estado judeu, um Estado árabe e onde a cidade de Jerusalém ficaria sob administração direta da organização.
Esta partição que foi aceite pelos líderes sionistas e rejeitada pelos líderes árabes deu origem a uma guerra civil onde se confrontaram judeus e árabes, enquanto isso, os britânicos retiravam, desresponsabilizando-se assim do suposto compromisso que assumiram de manter a ordem e a segurança na região. Séculos antes, nas mesmas redondezas, houve quem igualmente lavasse as mãos...
Em 1947 Israel declara a sua independência e na sequência os seus vizinhos árabes atacaram o recém formado país. Resumidamente, este conflito de um ano que ficou conhecido como a guerra da independência, resultou na fuga de centenas de milhares de árabes palestinianos e na invasão da Faixa de Gaza pelo Egito e da Cisjordânia pela Trans Jordânia dando origem à Jordânia. Por parte de Israel, houve a conquista de cerca de 75% do território que estava destinado ao povo palestiniano, bem como da parte ocidental de Jerusalém.
Nesta que é provavelmente a mais complexa história dos povos, ficará sempre muito por esmiuçar, muito por contar e certamente mais ainda por argumentar.
Desde este fatídico ano de 1947 que uma vergonha prevalece: O conflito Israel o árabe.
Sem santos, mas com muitos pecadores. Com diversos culpados e com inúmeros inocentes mortos. Gerações criadas no ódio. Infindáveis vinganças. Intermináveis injustiças. Infrutíferos esforços para que cesse o conflito. Estéreis acusações. Dedos apontados na busca dos responsáveis.
A promessa divina, a usurpação da terra alheia, a irresponsabilidade e a inépcia da comunidade internacional numa solução para o problema.
O Estado de Israel, desde a data da sua formação, tem vindo a violar as regras internacionais e o respeito pela autodeterminação do povo palestiniano. Os fundamentalistas islâmicos pretendem o fim do estado de Israel e para alcançar este objectivo colocam no conflito a população palestiniana que na sua maioria é inocente e que procura apenas sobreviver neste enorme caldeirão de violência que persiste no médio oriente. Estes são sem dúvida dois factos inegáveis nesta tão complexa história.
Enormes barbaridades de parte a parte têm vindo a resultar desta realidade. Mais importante que encontrar os culpados, pois a história já disso se encarregou, seria encontrar as soluções que até agora os líderes mundiais não lograram alcançar.
Não existem soluções simplistas para problemas complexos. A formação de um Estado Palestino soberano, cujas fronteiras não podem ser as atuais, é incontornável. Forçosamente Israel terá que ceder parte dos territórios ocupados e um novo acordo de paz terá que ser realizado. Infelizmente nem palestinianos nem israelitas têm o bom senso nem a independência para o fazer. Essa terá que ser a responsabilidade da comunidade internacional.
As novas fronteiras terão que ser respeitadas e a cidade de Jerusalém deverá ficar definitivamente sob a total administração da ONU. A cidade não mais será israelita ou palestiniana. Haverá uma só cidade, uma só Jerusalém, património da humanidade, - policiada exclusivamente por tropas da ONU.
Tragicamente, dois povos fruto de décadas de ódio e de conflito, têm-se comportado como bichos selvagens, e quando assim é, impõe-se uma nova arbitragem. Os desrespeitos a esta nova ordem deverão ter como resposta, as tão na moda - sanções. Que se sancione sem hesitações nem condescendências aqueles que prevaricarem, nem que isso signifique enfrentar o tão poderoso Israel.
Este assassinato da jornalista da cadeia televisiva Al Jazeera não deveria ficar como mais um rodapé desta triste história. Já são demasiados os rodapés onde ficaram escritas as mortes de tantos inocentes. Está na hora de pôr um fim a esta infindável vergonha e escrever não um rodapé, mas sim um novo título para o médio oriente. Uma palavra é suficiente: BASTA.
Desde esta data a situação complicou-se e piorou muitíssimo.
Depois daquele fatídico dia 7 que as circunstâncias mudaram significativamente, e para pior, muito pior.
Depois das barbaridades cometidas sobre os colonos judeus, seguiu-se a desgraça em Gaza.
A espiral de violência e as consequentes vítimas já fazem desta guerra, a mais violenta e trágica desde o primeiro conflito declarado - a guerra da independência do formado Estado de Israel.
Nesta nova fase deste eterno conflito destaca-se o facto de que o poder em ambos os lados está como nunca nas mão dos extremistas.
No meio, tentam coabitar centenas de milhares de israelitas e palestinianos que mais não querem do que viver em paz.
Por mais incrível que seja, o mesmo povo que no passado - que por ser passado histórico, é um passado recente - foi condenado ao extermínio ; esteja agora ele próprio desesperadamente empenhado em exterminar outro povo.
Tem vindo a ser um extermínio lento mas consistente.
A matemática é terrível:
Por cada missão militar israelita em Gaza morrem em média 50 palestinianos, para 5 elementos do Hamas,sendo as baixas das forças israelitas ou nulas ou baixíssimas.
Terminei aquele texto de Maio de 2022 com uma palavra: BASTA
hoje, infelizmente mais uma vez não me ocorre outra.
11.06.25
Durante as comemorações do 10 de Junho em Lisboa, a escritura Lídia Jorge, com o seu discurso, deu uma lição de história e de cidadania.
Lembrou aos desmomoriados e ensinou aos ignorantes que a história de Portugal um dos mais antigos países europeus, se fez de gentes e de povos.
Desde a antiguidade com os muçulmanos, à actualidade com os povos eslavos, que Portugal bebeu culturas e se alimentou dos contributos daqueles que vieram, permaneceram e partiram.
Hoje, quase 900 depois, os portugueses são na sua essência e na sua história, muçulmanos, judeus, africanos, sul americanos e também um pouco de outros povos que por razões várias passaram ou permaneceram no território nacional.
Somos uma mistura de culturas, de tradições, de cores e de conhecimento. Esta diversidade tem seriamente contribuído para o papel de Portugal no mundo. O que outros certamente não conseguiriam alcançar, os habitantes deste pequeno rectângulo conseguiram.
Portugal é um país respeitado e considerado pelos mais distintos sociólogos como um exemplo de resiliência de capacidade para se reinventar, para improvisar e resistir perante as dificuldades próprias de um país parco em recursos naturais, com um mercado debil e com uma população que em consecutivos anos envelhece. O que Portugal, os portugueses e todos os outros que por cá vivem conseguiram alcançar nos últimos 50 anos é sem dúvida um caso único na Europa.
Devemos estar TODOS orgulhosos. Certamente que nem tudo são rosas, naturalmente existem alguns espinhos. Aproveitemos as rosas e contrariemos os espinhos como sempre fizemos.
Na tribuna, neste 10 de Junho, estava presente um indivíduo que ficou incomodado com a lição de história.
Como todo o malandro é alérgico a lições.
Por sua vontade, os portugueses não devem aprender com a sua história. Aprender com a história passa por reconhecer os erros e as virtudes da mesma. O problema é que tal indivíduo, considera que os maiores erros na nossa história devem ser considerados virtudes.
Para ele, África continuaria a ser nossa, tal como afirmava o seu guru. Arrisco-me a afirmar que a maioria dos seus apoiantes (muitos jovens) desconhecem que Salazar afirmava que África era nossa e que a sua defesa deveria ser feita até ao último homem.
Depois de dezenas de milhares de mortos e estropiados, África não é nossa. A única coisa que ficou nossa foi a vergonha da guerra colonial - vergonha que ombreira com a perda da nossa soberania para Espanha depois da crise dinástica resultante da morte do rei D. Sebastião.
Não sei se o indivíduo tem filhos nem sei se estaria disposto a ser o pai do ultimo homem a morrer nas selvas de Angola, de Moçambique ou da Giné.
Uma coisa eu sei, os malandros têm grande dificuldade em aprender com as lições.
Noutra coisa eu acredito - os seus tresmalhados apoiantes vão mais tarde ou mais cedo aprender que o indivíduo não presta. Por agora acreditam que o homem não é mais do mesmo. Em breve realizarão que afinal o indivíduo é muito pior que o mesmo.
02.06.25

Ontem na CNN Portugal o Xô Major estava com uma azia desgraçada. Então não é que o Zelensky mandou dar cabo dos avioenzinhos russos. Isto não se faz caramba.
Ainda por cima morreram 7 cívies, quando que até agora os cívies ucranianos mortos não passam de dois ou três, mais aquele casalinho de crianças ucranianas que a mãe doou à federação russa em solidariedade com o povo russo que ao que parece deixou de fazer filhos.
E a indignação não ficou por isto. Parece que há um pessoal do outro lado do canal que teve culpas no cartório. Dá vontade de dizer: canais há muitos seu palerma.
Coitado do Xô maior. Falta-lhe tanta coisa.... inclusive a coragem de chamar os bois pelos nomes.
Todos percebemos que o canal é mesmo o Canal da Mancha e que os malandros que supostamente apoiaram esta operação ucraniana foram os ingleses.
Da boca deste senhor nunca saiu uma palavra de reprovação sobre a participação directa de um povo asiático numa guerra europeia em solo europeu. Ele deve até achar muito bem.
Quando a trela ideológica aperta desta maneira o pescoço, pode até tornar-se perigoso para a função respiratória. Deve ser por isso que o Xô major está constantemente a engasgar-se nas suas próprias palavras enquanto gagueja entre disparates e asneiras.
É triste, a figura que este indivíduo faz.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.