17.01.26
Dirão alguns, que estas dezenas de agentes da PSP envolvidos na pouca vergonha das agressões, violações e outras indignidades divulgadas pela comunicação social, não representam o colectivo que constitui a PSP.
Realmente algumas dezenas de criminosos não fazem de um instituição pública, com milhares de servidores, uma organização criminosa.
Sem dúvida que a esmadora maioria dos agentes da PSP, não se identifica com este tipo de comportamento, e certamente o repudia com um sentimento de vergonha e até de algum receio de serem confundidos.
É exactamente este receio que todos nós temos. Afinal quem são os bons polícias e os maus polícias ? A farda é toda igual, já quem a veste...
Como vamos continuar a sensibilizar os nossos filhos jovens que a autoridade deve e tem obrigatoriamente de ser respeitada ?
Já diz o ditado : Quem não se dá ao respeito, não merece respeito.
Não se trata de um grupo minoritário que vai a um jogo de footbal apenas para fazer distúrbios, e que depois de devidamente identificados, serão impedidos de entrar em recintos desportivos.
O caso é muitíssimo mais grave. Seguramente de que se trata de uma minoria. Mas é uma minoria que mancha, envergonha e descredibiliza um dos principais pilares de estado de Direito.
O que está em causa é o nosso estado de direito.
Não basta expulsar e punir judicialmente estes polícias. É necessário que o director nacional da PSP seja demitido. É necessário que a Dr. Maria Lúcia Amaral se apresente no parlamento, não apenas para responder perante os deputados, mas essencialmente para apresentar um plano de acção no sentido de reformar na PSP tudo o que precisa de ser reformado e corrigido, para que esta vergonha não se repita.
Pouco importa se foram "apenas" algumas dezenas de polícias. Um, seria mau, dezenas é um escândalo.
Estes acontecimentos refletem uma sociedade doente. Uma sociedade, que se prepara para levar à segunda volta das eleições presidenciais, um atrasado mental, que fomenta o ódio e que apoia os odiosos.
Este ódio. Estes odiosos.
