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A Política somos nós

A Política somos nós

17.01.26

Dirão alguns, que estas dezenas de agentes da PSP envolvidos na pouca vergonha das agressões, violações e outras indignidades divulgadas pela comunicação social, não representam o colectivo que constitui a PSP.

Realmente algumas dezenas de criminosos não fazem de um instituição pública, com milhares de servidores, uma organização criminosa.

Sem dúvida que a esmadora maioria dos agentes da PSP, não se identifica com este tipo de comportamento, e certamente o repudia com um sentimento de vergonha e até de algum receio de serem confundidos.

É exactamente este receio que todos nós temos. Afinal quem são os bons polícias e os maus polícias ? A farda é toda igual, já quem a veste...

Como vamos continuar a sensibilizar os nossos filhos jovens que a autoridade deve e tem obrigatoriamente de ser respeitada ?

Já diz o ditado : Quem não se dá ao respeito, não merece respeito.

Não se trata de um grupo minoritário que vai a um jogo de footbal apenas para fazer distúrbios, e que depois de devidamente identificados, serão impedidos de entrar  em recintos desportivos.

O caso é muitíssimo mais grave. Seguramente de que se trata de uma minoria. Mas é uma minoria que mancha, envergonha e descredibiliza um dos principais pilares de estado de Direito.

O que está em causa é o nosso estado de direito.

Não basta expulsar e punir judicialmente estes polícias. É necessário que o director nacional da PSP seja demitido. É  necessário que a Dr. Maria Lúcia Amaral se apresente no parlamento, não apenas para responder perante os deputados, mas essencialmente para apresentar um plano de acção no sentido de reformar na PSP tudo o que precisa de ser reformado e corrigido, para que esta vergonha não se repita.

Pouco importa se foram "apenas" algumas dezenas de polícias. Um, seria mau, dezenas é um escândalo.

Estes acontecimentos refletem uma sociedade doente. Uma sociedade, que se prepara para levar à segunda volta das eleições presidenciais, um atrasado mental, que fomenta o ódio e que apoia os odiosos.

Este ódio. Estes odiosos.

 

 

07.01.26

Dois anos de política governamental na área da saúde, resultaram numa significativa degradação do serviço público prestado.

Partidarismos à parte, convenhamos que os problemas relacionados com a saúde no tempo de governação do PS, longe de estarem resolvidos, estavam na verdade muito menos agravados comparativamente com a realidade actual.

Não considero que se trata de incompetência. Na verdade trata--se de opções políticas.

O governo opta por descartar o processo de reforma na gestão do serviço público, - gestão essa,  incorrecta, ineficaz e em certos casos, mesmo corrupta, - e opta sim pelo desinvestimento no serviço público em favorecimento do serviço privado.

Rejeito completamente as acusações de discurso ideológico. A ideologia, seja de direita ou de esquerda, revelou-se algo pernicioso e castrante nas nossas sociedades.

Considero tão utópica uma sociedade baseada num sistema marxista, onde o estado tem quem ser o único meio para garantir o bem estar da população;  como igualmente considero utópica uma sociedade onde o ultra liberalismo faz crer que todo o cidadão é em teoria, abastado.

A sociedade portuguesa é a mais envelhecida da Europa. Os nossos pensionistas são certamente os mais pobres da Europa ocidental.

Estas são dois factores que tornam indispensável a existência de um serviço nacional de saúde fortemente implantado e impecavelmente gerido.

A realidade nacional é tão evidente, que deita por terra qualquer tentativa de trazer para a discussão qualquer argumento ideológico.

São muitos os casos de idosos em Portugal que têm sérias dificuldades em comer de uma forma equilibrada e recomendada. Muitos só podem comprar metade dos medicamentos. Porém há quem queira fazer passar a ideia que os planos de saúde são a solução.

Na maior economia do mundo, milhões de cidadãos não têm posses para ter um seguro de saúde. Quando adoecem, muitas vezes é fatal. Não quero isso para Portugal.

Certamente que todos desejamos viver numa sociedade em que todos possamos ter os empregos e os rendimentos que nos permitam ter uma segurança de excelência nos cuidados médicos. Será indiscutivelmente um sinal de desenvolvimento e de progresso.

Ao contrário daquilo que alguns tentam impingir, esse é um caminho que não se faz de um dia para o outro. Por vezes são necessárias gerações para o percorrer.

No entretanto, o respeito pelos direitos mais básicos e pela dignidade do nosso semelhante, exigem que não se passem 12 horas num serviço de urgência para ser atendido. Que os bebés não nasçam nas ambulâncias. Que a ambulância não seja trocada pelo carro funerário pois quando o socorro chegou o suposto socorrido já morreu. Que a espera por uma cirurgia não se revele uma eternidade por vezes trágica. Que os centros de saúde estejam abertos ao fim de semana. Que o serviço nacional de saúde seja gerido de uma forma exemplar. Que os nossos impostos não sejam roubados em infindáveis esquemas de corrupção, de compadrio e de favorecimentos de uma minoria em desfavorecimento da maioria.

A saúde privada é perfeitamente aceitável. Não se pode negar a ninguém a escolha pelos cuidados médicos privados.

O que terminantemente não pode ser negado é o acesso a cuidados médicos de qualidade para TODOS.

Quando o plafon de um seguro médico é esgotado, e o doente necessita de cuidados continuados, é ao serviço público que tem que recorrer.

É por esta razão que todos têm de contribuir para o funcionamento do serviço público de saúde.

Ao estado compete a gestão exigida. 

Sobre isto, não restam dúvidas:

O que estava mal, está muito pior.

 

 

 

 

 

 

04.01.26

Um governo ilegítimo e um estado soberano são conceitos diferentes.

O governo de Maduro era sem dúvida um governo ilegítimo. O Estado Venezuelano é certamente um estado soberano.

A intervenção dos EUA na Venezuela constitui uma ilegalidade e um desrespeito pelo direito internacional.

Maduro é um bandido, um ditador e um assassino. Opressor do povo venezuelano, enriqueceu à custa da miséria do seu povo. Como fidel Castro, Vladimir putin, Saddam Hussein e outros, não faz falta nenhuma a este mundo.

Sem dúvida que faz parte das obrigações dos países livres e democratas, oporem-se à existência de regimes autocratas, onde os direitos humanos são desprezados e as populações oprimidas.

Existem uma série de opções para contrariar a existência destes regimes. Pressão diplomática, sanções, apoio directo às oposições, etc.

Invadir militarmente um país não é certamente a opção correcta. E muitas vezes revela-se a opção ineficaz. A história comprova isso mesmo.

Os cartéis de droga são um flagelo e representam uma série ameaça à todas as sociedades. Devem ser combatidos sem mesiricordia. A Venezuela é sem sombra de dúvida um palco do narcotráfico e com certeza que Maduro e o seu governo são cúmplices dos narcotraficantes.

Devia ter sido preso numa operação policial não numa operação militar.

Se o problema com a Venezuela são os narcotraficantes, porque razão os EUA não invadiram também a Colombia e o México?

Trump ordenou esta operação apenas com dois objectivos: tomar posse dos recursos naturais da Venezuela e enviar uma mensagem ao mundo, em particular à Rússia e à China.

Por acaso a pior mensagem possível.

Mais uma vez Donald Trump provou que é um desastre político. 

Se o mundo não é um lugar seguro com a existência de homens como Xi jinping. Vladimir putin ou Maduro, certamente torna-se ainda mais perigoso quando a maior potência mundial é comandada por um homem como Donald Trump.

 

 

 

 

 

23.12.25

Além de supinamente mentiroso e vulgar demagogo, André Ventura passa por ser mau matemático. Impinge aos incautos, a ideia de que uma minoria é responsável pela maioria das ilegalidades cometidas e dos prejuízos causados na sociedade. Acaba por demonstrar ser fraco jurista, pois o tribunal vê-se obrigado a corrigi-lo e a intimá-lo. Tristes figuras a quem se associam outros tristes.

16.12.25

Molestar uma criança seja de que maneira for, constitui o mais condenável dos crimes.

Quando se trata de crimes sexuais, o sentimento de repugnância que nos invade é acompanhado por uma raiva quase incontrolável e de um infindável desejo de fazer justiça.

Somos considerados um povo de brandos costumes, mas estou convencido que uma considerável percentagem é movida por um instinto de violência sobre estes criminosos.

A nossa consciência e as nossas emoções levam-nos para cenários onde nos imaginamos a dar um tiro na cabeça destes indivíduos.

Eu próprio não responderia pelos meus atos na presença de um destes selvagens.

Ainda bem que vivemos num estado de direito que nos impede de exercer justiça pelas nossas próprias mãos. 

Embuidos pelas nossas emoções, não podemos transformar a nossa sociedade numa selva correndo o risco de nós próprios nos tornarmos selvagens. Contudo temos a obrigação de expulsar este mal a título definitivo da sociedade onde vivem os nossos filhos.

Há quem advogue soluções que entre o bárbaro medieval e o ineficaz, as tornam inaceitáveis.

Não basta ter virilidade sexual para poder abusar física e emocionalmente de uma criança. O simples ato de assistir pornografia infantil, constitui um crime.

O fenómeno grotesco que representa a pornografia envolvendo menores não se limita à observação de tais atos. Trata-se de uma indústria milionária que explora milhões de crianças e jovens. Trafica-os, transforma-os em escravos e provoca danos físicos e emocionais que na maioria dos casos são irrecuperáveis.

Estas redes criminosas têm que ser perseguidas e lavadas à justiça, justiça que se impõe que seja implacável e desprovida de qualquer tipo de apelo.

Aqueles que cometem a atrocidade de molestar sexualmente crianças e jovens têm que ser isolados de forma definitiva. Ou seja, encarcerados para o resto das suas vidas; sem redução de pena, sem qualquer tipo de perdão.

São um tipo de seres que têm que ser impedidos de ter qualquer contacto com a sociedade. Trata-se de um mal que temos a obrigação moral, civica e legal de expurgar.

Não sou nem psicólogo nem pesiquiatra, mas entendo que não se trata de demência, trata-se sim de pura maldade.

Trancados e isolados até ao final das suas vidas, é o mínimo exegido por aqueles cuja vontade primária seria a execução.

 

 

15.12.25

O tempo médio de espera nos hospitais nos casos urgentes passou de 15 horas para 11 horas.

Não era este governo que ia resolver os problemas da saúde?

Se estiver a morrer posso ir ao hospital da CUF e por na conta do dr. Montenegro?

Parece que havia para ai uns vales para poder pagar atendimentos no privado ...

E o médico dermatologista que no serviço público ganhou 40.000 euros já perdeu a licença para exercer ?

Ao que parece entregar os serviços de saúde ao sector privado, vai resolver todos os problemas...

De uma minoria vai resolver com certeza.

Num país com a maior taxa de envelhecimento da Europa, vai ser um negócio milionário. Resta saber quem vai pagar as contas.

 

14.12.25

A nova política fronteiriça nos EUA passa por uma consulta aos telemóveis daqueles que pretendem entrar em território americano.

As publicações e opiniões destas pessoas são escrutinadas e o resultado pode ser a recusa de entrada nos EUA.

Básicamente: quem de alguma forma não concordar com a política americana tem o seu acesso ao país vedado.

Se isto não é perseguição política e pura censura, não sei o que será.

Por outro lado quem se fizer acompanhar de 5 milhões de dólares, será recebido de braços abertos.

É a nova América. 

É o aviso sério à Europa de que o nosso distanciamento é urgente.

 

14.12.25

Ouvem-se comentários no sentido de considerar um erro que poderá levar à descredibilização das instituições bancárias europeias e até do próprio euro, a confiscação dos ativos russos na Europa. Concretamente na Bélgica.

O governo belga não está propriamente preocupado com os aspectos morais ou éticos na apreensão do dinheiro russo. A sua preocupação é puramente financeira. Se alguém der garantias que a Bélgica será financiada caso a Rússia saia vencedora de qualquer processo judicial imposto, a questão está resolvida. O resto é pura hipocrisia.

É consenso generalizados e regras são aplicadas em casos relacionados com negócios envolvendo diamantes com origem em zonas de conflito onde os direitos humanos são simplesmente espezinhados.

Produtos de consumo produzidos em condições de autêntica escravatura, muitas vezes envolvendo crianças, são alvo de de investigações e acções de sensibilização que visam o não consumo dos mesmos, são uma realidade.

Os receptores de bens roubados são perseguidos e os respectivos produtos do roubo são muitas vezes recuperados.

O tráfico de seres humanos, constitui hoje, um negócio mais lucrativo do que o narcotráfico.

Senão vejamos:

Desde o dia 24 de Fevereiro de 2022 a Ucrânia foi assaltada e espoliada, os seus habitantes foram torturados violados e assassinados, as suas crianças foram raptadas e enviadas para destinos incertos e o seu território foi roubado.

Não será então correcto confiscar o dinheiro de quem foi e é responsável por todos estes crimes ? Toda a sociedade russa (certamente com algumas excepções), direta ou indiretamente participa deste crime e de uma forma ou de outra tira dividendos.

Quando fazemos um depósito mais elevado de dinheiro, as instituições bancárias não nos questionam a origem desse dinheir? O mesmo pode ter origem no narcotráfico, ou no tráfico de armas, pode até ser dirigido ao financiamento do terrorismo.

O estado russo não deverá ser considerado um estado terrorista por tudo o que tem feito ao povo ucraniano?

O que o exército russo levou até às aldeias e cidades ucranianas não é a mais pura forma de terror ?

Se a UE tiver a capacidade e a força para nunca mais devolver este dinheiro à Rússia, será certamente um aviso sério aqueles que enriquecem à custa do roubo, do assassinato e do rapto de inocentes. 

Não basta apontar o dedo aos outros acusando-os de corruptos, quando nós próprios nos tornamos cúmplices de toda a espécie de crimes. 

Seja qual for o desfecho desta guerra, a Rússia, o povo russo, e a corja do Kremlin têm que pagar, pelo menos financeiramente, pelos crimes de guerra que estão a cometer.

06.12.25

Vladimir putin afirmou que a queda de URSS foi a maior tragédia geopolítica do século XX.

Certamente que Donald Trump ficará na história como o maior desastre geopolítico da segunda década do século XXI.

Presidente de um país onde o número de armas suplanta o número de habitantes e onde os massacres cometidos por indivíduos armados são recorrentes e trágicos.

Trump instiga, fomenta e encoraja a maior clivagem social vivida nos EUA desde a guerra civil americana.

Trump é o presidente que afirma o seu ódio pelos seus adversários internos. Quando um presidente odeia o seu próprio povo, fica claro a sua inépcia para o cargo que ocupa.

Nas suas últimas afirmações considera que a Europa enfrenta um perigo de "extinção civilizacional ".

Como ignorante que é, desconhece a história milenar e a cultura ímpar europeia. O americano comum está para um europeu como um Neandertal está para o homem moderno.

Depois de terem dizimado uma civilização inteira de indígenas, massacraram-se num guerra civil sangrenta, e nos anos seguintes, com razões mais ou menos discutíveis, envolveram-se em guerras pelo mundo inteiro.

Esta América de Trump não é exemplo para ninguém, muito menos para a Europa.

Sendo um país com apenas 250 anos de história comporta-se como um adolescente arrogante e inconsequente. Com Trump, os EUA não amadureceram, regrediram.

Como maior potência económica e militar no mundo, é deveras preocupante os tempos que se vivem do outro lado oceano. 

Perante isto, é incontornável a necessidade que a Europa tem em se afirmar. 

Os Estados Unidos da Europa podem ainda ser uma miragem, mas serão certamente o caminho que os europeus terão que trilhar se realmente querem manter o seu estatuto de potência civilizacional.

 

 

 

 

01.12.25

Combater estes dois males é certamente imperativo.

Se este combate for levado a cabo através de incursões militares em estados soberanos, então estabelece-se um conflito generalizado nos cinco continentes com consequências imprevisiveis e inegavelmente perigosas.

Somente aqueles tolhidos por dogmas ideológicos ou crenças vãs, conseguem vislumbrar justificações e assumir posições aprovativas quando a arrogância, o poder desmesurado e a ambição desmedida, resultam na agressão a povos e a estados soberanos.

Apenas esses acreditam e compactuam com ideia de que Vladimir Putin devastou mais de 20% de território ucraniano na senda anti nazi ou que o encerramento do espaço aéreo venezuelano e a ameaça expressa de uma incursão militar na Venezuela se justifica com o combate ao narcotráfico.

Trump está a provar aos americanos e ao mundo que até os EUA são capazes de produzir uma liderança que se nivela com o historial de terríveis lideranças russas.

Putin já provou que tem o poder de comprar a impunidade e de manipular a nação mais poderosa do planeta.

O mundo assiste ao sofrimento do povo ucraniano e à miséria do povo da Venezuela.

Uns agredidos e expuliados, outros oprimidos e explorados, ambos vítimas de regimes perfidos e criminosos.

É então que surge o poder ocidental no seu pior exemplo. 

Trump, em nome de interesses pessoais e familiares, sanciona a ignominia russa em território soberano da Ucrânia e se for necessário, reconhecerá os territórios roubados como sendo parte da federação russa, quebrando um paradigma de 80 anos - com excepção do Kosovo, onde a carnificina étnica levou a uma posiçao de força por parte da NATO, - mais nenhum país perdeu pela força das armas parte da sua soberania, sendo a potência invasora premiada com o reconhecimento dos territórios usurpados como sendo seus por direito.

O mesmo Trump, iniciou um processo de agressão a um país soberano. Por mais terrível que seja um regime, é inaceitável que o seu povo seja alvo de um poder estrangeiro que pela força das armas, impõe a sua vontade.

Maduro é um ser desprezível, um líder criminoso e opressor do seu povo. Deverá ser afastado do poder pelo povo venezuelano. Deverá a comunidade internacional ajudar nesse processo? Sem dúvida que sim, mas essa ajuda não deve incluir a mais poderosa frota naval do mundo fundeada na sua costa e o encerramento do seu espaço aéreo. Em suma, um acto de guerra.

Se cada vez que discordar-mos com um regime, iniciar-mos uma guerra, então teremos que nos despedir dos nossos filhos e pagar o mais terrível dos preços.

Da Europa não se espera nada mais do que algumas declarações de preocupação. Prevalece o cuidado de não ofender o "amigo" americano, pois a ilusão de protecção por parte do mesmo, sobrevive nas mentes dos líderes europeus que, sintomaticamente, representam o que houve de pior na liderança deste continente nas últimas décadas.

28.11.25

O ponto de viragem na diplomacia mundial foi alcançado.

Os EUA divirciaram-se da sua posiçao de aliados dos europeus.

Chegou a hora da verdade para a Europa. A autonomia em termos de segurança tem que forçosamente ser a grande prioridade europeia nos próximos anos.

O amigo americano já não existe e o inimigo russo emergiu. 

A vitória de putin não são os territórios do Donbass ucraniano, mas sim a impunidade oferecida pelo governo americano perante a agressão sobre a Ucrânia.

A componente americana no seio da NATO, morreu no cenário europeu.

Se hesitar-mos no processo de fortalecimento, estamos condenados à subjugação.

O comum cidadão europeu poderá ter as suas dúvidas sobre as intenções bélicas de putin, espero que aos líderes europeus não reste a menor dúvida.

Se qualquer país NATO na Europa for atacado pela federação russa, não resta qualquer dúvida que a reação de Trump será afirmar que isso é um problema da Europa e não dos EUA.

Se os líderes europeus afirmam que a linha da frente na Ucrânia é a primeira linha de defesa da Europa, importa colocar algumas questões : E se essa linha cair ? Onde será a próxima? Vamos ceder mais uma vez a putin? Até quando?

 

25.11.25

Muita tinta irá correr sobre o debate.

Este não seria necessário para confirmar o óbvio: 

A diferença entre a decência e a indecência.

A diferença entre a educação e a alarvidade.

A diferença entre a credibilidade e a conversa de esquina.

A diferença entre a singularidade e a vulgaridade.

A diferença entre ter respeito e não respeitar ninguém.

André ventura é daqueles que garante que chove em Novembro e que o Natal é em Dezembro, mas se lhe perguntarem porquê,  muda de assunto.

Aponta os problemas mas desconhece por completo as soluções.

Adora dizer aquilo que as pessoas gostam de ouvir mas não faz a mínima ideia como mudar a vida das pessoas.

Ataca o PSD mas nasceu dentro dele e intitula-se o único entre todos que não é corrupto.

"Vamos apanhá-los" diz ele. Como ? Ele não diz, mas alvitra que com 3 salazares a coisa ia.

São todos corruptos, são todos ladrões. É só deixá-lo ir uma vez à fonte, que ele deixa lá a asa.

André ventura faz o papel daqueles que dariam tudo para estar no lugar dele durante 15 minutos para dizerem mal deste mundo e do outro, mas se fossem eleitos para a junta de freguesia, imploravam para que os deixarem sair porque não sabem andar naquilo.

 

 

25.11.25

Em tempos, Portugal teve ao seu serviço um homem que ficou conhecido como o "General sem medo". O seu nome era Humberto Delgado.

Enfrentou a ditadura Salazarista e pagou com a vida o preço da sua coragem.

Desde o início da guerra na Ucrânia, diversas patentes militares desfilam nos canais televisivos em comentários mais ou menos acertivos; mas ou menos isentos e independentes. Entre estes senhores figura um que certamente não se inspirou em Humberto Delgado, pelo contrário.

O distinto General Pinto Ramalho, desde o primeiro tiro naquele fatídico dia de 24 de Fevereiro de 2022, que considera, - pelo menos a avaliar pelas suas considerações, - que seria mais sensato não hostilizar a federação russa e, como tal, o melhor que a Ucrânia deve mesmo fazer é satisfazer todas as exigências de putin, ou seja, render-se.

Mais: As novas fronteiras da NATO, na opinião do Sr. General, constituem uma afronta à federação russa.

Naturalmente que desconheço se o Sr. General está a par dos discursos proferidos por Vladimir Putin nestes últimos anos. Um onde este afirma que a Rússia não tem fronteiras; outro onde refere que a guerra entre a Rússia e a Suécia, não foi uma guerra para conquista, mas sim uma guerra para recuperar aquilo que já tinha sido russo; entre outros dislates onde deixa bem claro quem realmente representa a verdadeira ameaça à paz na Europa. Isto para não falar nas várias invasões territoriais que pela sua ordem a federação russa tem vindo a executar.

Não se tratam de simples incursões, são verdadeiras invasões militares, morte, destruição, saque, violações, raptos e, no essencial, a tomada de posse territorial, ou no mínimo, a instalação de governos fantoches.

Das duas uma: Ou o Sr. General está tremendo de medo, ou efectivamente desconheçe o perigo

Se Humberto Delgado ficou imortalizado como o General sem medo, o Sr. General Pinto Ramalho aparenta ser o General com medo.

Se a guerra ultrapassar as fronteiras da NATO, - algo que não é de todo improvável, - espero que nas nossas fileiras se apresentem verdadeiros homens de armas. Caso contrário, só nos resta arrear as calças e nos ajoelharmos perante putin e a sua canalha.

 

21.11.25

A realidade é incontornável: Quando a primeira potência mundial é comandada por um desequilibrado, o mundo estremece.

A paz anunciada no médio oriente é uma miragem. Desde a data da assinatura do "acordo se paz" - onde não estiveram presentes nem israelitas nem palestinianos- que não houve um dia sequer onde não houvessem confrontos entre palestinianos e as forças israelitas. A paz de Trump no médio oriente é uma ilusão.

As outras guerras que supostamente teriam terminado com a intervenção de Trump, ou já estavam sanadas ou apenas foram adiadas.

Para a Ucrânia está a ser preparado um acordo que é uma receita para a eternização do conflito. Desenganem-se aqueles que acreditam que os ucranianos que perderam tudo se vão resignar perante o inimigo russo. Mil acordos podem ser realizados, mas o ódio foi plantado e os russos não vão ter paz enquanto a memória ucraniana durar.

A guerra não se faz apenas de conflitos generalizados. As explosões, as sabotagens e os assassinatos nos territórios roubados vão ser a realidade dos próximos anos.

Esta paz podre que se anuncia não passa do prelúdio do próximo conflito generalizado.

Em 1918 plantou-se a semente que viria a germinar em 1939.

Em 1948 com a formação do estado de Israel deu-se início a um conflito que perdura até aos dias de hoje.

A história está recheada de conflitos mal resolvidos que degeneraram em conflitos muito maiores.

Se a Europa deixar cair a Ucrânia vai pagar um preço incalculável.

Trump é passageiro mas as consequências dos seus dislates vão perdurar.

 

20.11.25

Nem os lideres nem as instituições europeias realizaram totalmente que as administrações americanas, em particular a administração Trump, vêm a Europa como um bloco concorrente, o maior mercado mundial,e por conseguinte procuram reduzir o poder e a influência europeia no cenário geopolítico mundial.

Se a Ucrânia entrar para a UE, mesmo sendo uma nação fragilizada, em breve se tornará uma grande potência no seio da união. Com um território que alberga a Alemanha e a França juntas, rica em recursos naturais, com o vector da guerra também se tornou uma potência tecnológica, tornará a UE muito mais poderosa.

Os EUA não vêem isto com bons olhos - nem tão pouco a própria Alemanha e a França o vêem.

Não é por acaso que a ajuda militar à Ucrânia tem sido providenciada a conta gotas e deveras insuficiente. É verdade que sem a ajuda recebida, a Ucrânia, provavelmente, hoje já não seria uma nação independente.

Por outro lado, presentemente, a Ucrânia e o povo ucraniano estão isolados na sua luta e em muitos aspectos, dependem apenas de si próprios.

Creio que se trata de um jogo cínico de enfraquecimento de todas as partes, com excepção dos EUA e da China, que são os únicos que retiram vantagem deste conflito, numa competição directa para obter maiores proveitos.

No fundo, Ucrânia, Europa e Rússia são peões num jogo onde as duas verdadeiras potências disputam a corrida para o domínio mundial.

É o eterno jogo das zonas de influência. O objectivo não é ganhar as guerras, trata-se apenas de impedir que os outros as ganhem, evitando assim a ascensão de poderes regionais que possam pôr em causa a egemonia dos dois grandes.

O povo mártir ucraniano foi apanhado nesta tenebrosa encruzilhada.

Foi assim que começaram as duas grandes guerras. Ambas começaram na europa e esta já começou.

30.10.25

Não sou muito conhecido pelo meu sorriso, apesar disso, gosto de uma boa gargalhada. Por estes dias negros mais sisudo tenho sido, menos vontade de rir tenho tido.

Considero que o pior dos estados de espírito é a angústia. Não é propriamente tristeza, nem tão pouco indisposição e certamente não será indiferença.

Angústia é um choro interior que nos magoa e que com o tempo nos consome silenciosamente.

Nestes dias negros para a humanidade, repletos de insanidade, barbaridade e acima de tudo de profundo sofrimento, é este o estado de espírito – angústia.

Tudo o que naturalmente nos faria sorrir, tudo aquilo que deveria ser proveitoso, é invariavelmente, por nós próprios, censurado. Censurado por uma consciência que perante tanto sofrimento se questiona se somos merecedores de tal privilégio.

Consciência que é assaltada perante as imagens do terror, as lágrimas dos inocentes e a coragem daqueles que oferecem a vida não apenas pela sua pátria, mas em última instância pela sua dignidade. Dignidade que lhes nega a fraqueza de uma capitulação oferecida ao agressor.

Uma fraqueza que não encontra espaço onde só a coragem se impõe. Coragem dos homens que ficam para lutar pela terra que lhes pertence e a coragem das mulheres que partem dos seus lares com pouco mais do que a roupa do corpo e com aquilo que mais lhes é precioso, os seus filhos.

A imagem de uma mulher em fuga que na sua frente empurrava um carrinho de bebe enquanto que com a mão que lhe sobrava, puxava uma mala, faz-nos questionar se algum dia chegámos nós mesmos, a ser corajosos. Quando o jornalista lhe perguntou se ela precisava de alguma coisa, ela respondeu que a única coisa que precisava era de paz. Ainda não sabia qual seria o seu destino e como não conhecia ninguém fora da Ucrânia, o seu rosto estampava a desorientação e o desamparo. Lá seguiu, numa mão o filho, na outra a mala – espero que ela encontre a paz que pediu.

Depois há os filhos que ficam, os maiores de idade. Muitos acompanham as suas mães até às fronteiras dos países que acolhem aqueles que fogem do conflito. Quando chega a hora da despedida assistimos à inimaginável dor que uma mãe sente quando se separa do seu filho para o entregar à guerra, provavelmente à morte. Não há semente mais vingadora do que arrancar um filho dos braços da sua mãe. Elas poderão não pegar em armas para combater esta guerra, mas serão com certeza portadoras do pior ódio de que qualquer inimigo poderá recear.

Os homens ficam junto das famílias até ao derradeiro instante pois sabem que este poderá ser o último. As crianças choram sem entenderem, só conseguem ver os irmãos mais velhos e os pais partirem e voltam-se para as mães, o seu refúgio. Mulheres corajosas. Muitas engolem as lágrimas para não perturbarem ainda mais os filhos. Aqueles que não tem idade para combater ficam com as mães, mas já entendem o drama. Estas são também sementes de vingança. Poderão ter que esperar ainda alguns anos para germinar, mas quando germinarem, nascerão os soldados que farão as próximas guerras.

As guerras não provocam apenas a destruição e o sofrimento no tempo em que decorrem, semeiam também os conflitos do futuro. A guerra é algo de tão pernicioso que muitas vezes se perpétua pelas gerações futuras. As armas e as munições cumprem a sua função de morte na hora do combate, o sofrimento e o trauma que provocam continuam a matar os que sobreviverem.

18.10.25

Quando se misturam questões jurídicas com questões religiosas, cria-se uma discussão complexa e sensível, onde o sim ou o não se revela deveras simplista e manifestamente insuficiente.

Por princípio, e como ocidental, vejo o uso de objectos que cobrem o rosto das mulheres, uma aberração.

Inversamente, os muçulmanos, na sua maioria, consideram uma imoralidade e uma heresia o facto das mulheres se apresentarem em público com o rosto descoberto.

Acredito que no caso de serem mulheres não residentes, na qualidade de turistas, devia ser respeitado a liberdade religiosa e de costumes de alguém que não é cidadã nacional, nem tão pouco residente.

Nos restantes casos, penso que os costumes nacionais têm que ser obrigatoriamente respeitados. Os portugueses, principalmente as mulheres, não devem ser sujeitas a um costume alheio que, legitimamente, para nós ocidentais, é chocante.

Na realidade, em Portugal,os casos de mulheres que cobrem o rosto é uma ínfima excepção, e fazer disto um caso político é a estratégia de gente que faz do populismo, do mediatismo e da demagogia as armas para iludir os incautos.

O que preocupa os jovens portugueses são os 300.000 euros que custa um apartamento onde poderão viver e constituir família.

O que preocupa os portugueses em geral são as listas de espera para realizar um cirurgia ou as 12 horas de espera numa urgência hospitalar.

O que preocupam os jovens licenciados são os vergonhosos salários que se pagam áqueles que passaram anos numa faculdade e se vêm obrigados a emigrar, ou então a permanecer eternamente em casa dos seus pais.

Os problemas nacionais de relevância são muitos, - já a questão das burcas não passa de uma novela rasca protagonizada por aqueles que já nos habituaram à nulidade.

É um tema, certamente, Mas está longe de ser uma prioridade relevante e mais longe ainda das verdadeiras preocupações dos portugueses, - pelo menos daqueles que têm alguma coisa de útil para fazer.

13.10.25

Com a perda da maioria absoluta na Câmara de Cascais, o PSD, se optar por negociações à direita, vai ter que o fazer com o Chega.

Sendo assim, acredito que muito vai mudar no Concelho de Cascais.

Paladino da justiça, dos bons costumes e do patriotismo, o Chega, tem agora uma oportunidade de ouro para, - como foi slogan de campanha: “endireitar Cascais”.

A especulação imobiliária expressa nos projetos de luxo que proliferam por todo o concelho, vai sofrer uma inversão, - será prioridade a construção de bairros sociais e de outras infraestruturas públicas, indo desse modo ao encontro das aspirações dos mais desfavorecidos, que tanto preocupam os dirigentes do Chega.

O problema com os imigrantes que residem em Cascais, é muito grave. São muitos, não falam português (excepto os brasileiros, e mesmo assim, alguns deles têm ligeiras dificuldades, quando os portugueses falam mais depressa), - os outros, (chineses, americanos, ingleses), tornaram a língua portuguesa no concelho, uma mera curiosidade. Isto representa uma afronta ao espírito lusitano, ao sentimento nacional e uma ameaça à nossa cultura, - à do Chega, claro.

No caso dos anglo-saxónicos, é até constrangedor ver aquela invasão de tanta “gente branca”, - demasiado “branca”. Para o comum dos bronzeados portugueses, causa aquela sensação incomum de estar de férias no norte da Europa. Quem passeia pelo centro de Cascais, a qualquer hora do dia, seja inverno, seja verão, tem a nítida sensação de ter sido tele-transportado para Piccadilly Circus ou Times Square.

Dirão os representantes do Chega: “então e os portugueses! Passeiam onde?”.

Mas o problema maior é que esta gente toda, é rica, quero dizer: milionária. A coisa fica complicada de contrariar, - até mesmo para o valente Chega.

O dilema é gigantesco: expulsamos os milionários “brancos” ou expulsamos os desenrascados de outras “cores” que, por acaso, são os mesmos que constroem as mansões dos milionários, que os servem às mesas, que lhes levam a comida a casa ou que lhes conduzem o Uber quando o caminho ficou trôpego.

Com este resultado eleitoral, o Chega vai ter a possibilidade de fazer frente ao PSD e com isso devolver o Concelho de Cascais aos cascalenses PORTUGUESES.

Caso contrário vai ser uma enorme desilusão para os 12.954 ingénuos.

 

07.10.25

Dois anos depois do terror do 7 de Outubro de 2023, todos se interrogam sobre o futuro do Médio oriente.

É igualmente importante sabermos o que foi o passado naquela região.

Que o façamos com a mente aberta, sem facciosismos, sem grilhões ideológicos nem fanatismos – que o façamos com espírito humanista, com espírito crítico construtivo e com imparcialidade.

As barbaridades cometidas naquele dia fatídico são um perverso exemplo daquilo que os homens inexplicavelmente são capazes de fazer ao seu semelhante.

O sofrimento e a dor causadas às vítimas e aos seus familiares, é algo imensurável e inimaginável.

Sem qualquer tipo de dúvida, os crimes cometidos não podem ficar impunes.

Certamente que temos uma enorme dificuldade em entender como foi possível que seres humanos tenham cometido tais atrocidades.

O lugar comum encontrado para explicar o sucedido resume-se ao facto de os autores serem terroristas, desprovidos de humanidade e de clemência – nada mais perto da verdade, - porém, estes atributos não nascem de geração espontânea.

Ninguém nasce bárbaro, desumano e suficientemente malvado para chacinar homens mulheres e crianças.

A história do Médio oriente tem sido ao longo de mais de 100 anos, um palco de tiranias, de subjugação, de perseguições, de chacinas, de enganos e de traições.

Tal como os bárbaros não nascem de geração espontânea, os conflitos também não.

Todos os impérios trouxeram muita riqueza, ao mesmo tempo, provocaram muita desgraça.

Desde o império Otomano aos impérios coloniais britânico e francês, - esta estratégica região do mundo, esteve e continua a estar á mercê de jogos de poder, de ambição desmedida, da ignomínia e da tirania.

Para manterem o seu imenso império, - em especial a colónia indiana, - os ingleses contaram com o apoio das populações árabes numa história de alianças, falsas promessas e de traições.

A promessa de uma nação árabe rendeu muitos homens no campo de batalha no médio oriente durante a primeira e segunda guerra mundial

O fator judaico surgiu durante a segunda guerra mundial, quando a influência e riquezas judaicas foram fatores determinantes na vitória final.

Já não se tratava apenas de uma promessa, mas sim, de duas. A terra da Palestina foi prometida a dois povos: o Judeu e o Palestino.

A tragédia que se seguiu já dura há oitenta anos.

Há pensadores árabes que hoje se interrogam se não teria sido mais sábio se a divisão de território proposta em 1947, tivesse sido aceite pacificamente.

O que é certo é que não foi. E o que é certo também, é que desde a proclamação da formação do Estado de Israel em 1948, travaram-se quatro guerras entre árabes e judeus e, em resultado disso, a terra árabe prometida foi consecutivamente minguando.

Antes do 7 de Outubro de 2023 tivemos um homem chamado Yitzhak Rabin, - o homem que sonhava com um Israel pacificado e pacificador. Foi assassinado. Uns dirão que foi obra dos palestinianos, outros afirmam que foram os israelitas. Foi certamente obra dos inimigos da paz.

Hoje temos Benjamin Netanyah, - o homem que sonha com a grande Israel e com o enterro definitivo da promessa árabe.

Amanhã, teremos certamente os frutos do 7 de Outubro, da devastação de Gaza e da usurpação na Cisjordânia.

Os familiares dos soldados israelitas mortos, os familiares dos reféns, os sobreviventes de Gaza, são os frutos que representam a cultura do ódio, a sede de vingança e a rejeição do perdão e da aceitação.

Frutos de sementes que não foram apenas aquelas lançados na terra de Israel no dia de 7 de Outubro de 2023. São sementes antigas, tais como são os erros cometidos.

Enquanto forem estas as sementes escolhidas, os frutos colhidos, continuarão fatalmente a nascer podres.

 

02.10.25

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Quem ficar em Gaza está condenado á morte.

Uma mulher com o seu filho nos braços sem condições para fugir de Gaza, será considerada terrorista e como tal, será um alvo do exército israelita.

Quem não concordar com esta medida do governo de Israel, - apoiada por uma substancial percentagem da população israelita, é considerado/a, anti-semita.

Os que usam este argumento são certamente aqueles que faltaram às aulas de história e que só conseguem ver a preto e branco, esquerda ou direita e, outro tipo de limitações intelectuais.

Se escolhessem melhor as fontes de informação, se soltassem as coleiras ideológicas e, lessem a história documentada e comprovada, ficavam a saber, entre outras coisas, que os semitas são um conjunto de povos que englobam tanto árabes como judeus.

Saberiam também que no final da primeira grande guerra, - com o colapso do império otomano, as potências coloniais inglesas e francesas frustraram todas as expectativas de autodeterminação dos povos árabes do médio oriente.

Depois do domínio otomano veio o domínio imperial europeu, - sendo as fronteiras definidas a belo prazer dos impérios coloniais. O colonialismo otomano foi substituído pelo europeu e mais tarde o êxodo massivo da população judaica desencadeou enormes perturbações e convulsões sociais.

Saberiam também que durante o período do protectorado inglês, o Reino Unido não esteve á altura para lidar com os conflitos entre facções árabes moderadas e radicais nem com os conflitos emergentes entre árabes e judeus, recentemente chegados à região da palestina, - os britânicos optaram então por abandonar a região, sem antes disso deixar de incendiar centenas de aldeias árabes e assassinar centenas de habitantes.

Existe uma tendência generalizada para justificar os problemas de hoje com aquilo que aconteceu na véspera.

No final da segunda grande guerra, os europeus interrogaram-se com o que fazer com a população judaica.

Hoje o mundo interroga-se com o que fazer com a população palestiniana.

Espero que a solução para o segundo problema não seja tão desastrosa como foi a solução para o primeiro.

80 anos depois e, depois de centenas de milhares de mortos, - o argumento para justificar a desgraça é o simplismo do conceito de anti-semitismo.

Neste processo só existem culpados e, ao que parece, uma mulher mais o seu filho no colo não merecem o estatuto de inocentes.

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